Home Informe por Banco Banrisul Inf.17/992 – Banrisul registra lucro de R$ 367,5 milhões no 1º semestre

Inf.17/992 – Banrisul registra lucro de R$ 367,5 milhões no 1º semestre

0
536

O Banrisul teve lucro líquido recorrente de R$ 367,5 milhões no primeiro semestre de 2017, que reflete despesas com plano de aposentadoria voluntária de funcionários, cujos efeitos não devem ser sentidos no próximo período. O resultado ficou 5,7% abaixo do mesmo período de 2016. “O lucro é razoável dentro do quadro econômico, mas o banco tem alta liquidez, e fizemos provisionamentos”, resumiu o presidente do Banrisul, Luiz Gonzaga Veras Mota.

A rentabilidade anualizada sobre o patrimônio ficou em 11,6%. O patrimônio líquido chegou a R$ 6,6 bilhões, crescimento de R$ 157,5 milhões em um ano. Os ativos somam, em junho, o valor de R$ 70,5 bilhões, alta de 3,9% em relação a junho de 2016. Sem considerar o conceito de resultante, o lucro líquido foi de R$ 316,2 milhões no primeiro semestre, com queda maior, de 18,8%.

Os gastos com o plano de demissão que acabaram afetando o resultado envolvem a saída de 648 funcionários. No segundo trimestre do ano, o resultado recorrente foi de R$ 184,1 milhões, 8,6% abaixo do segundo trimestre de 2016. Já o lucro líquido do segundo trimestre frente ao mesmo trimestre de 2016 teve queda de 6,9%. As receitas do banco em serviços e tarifas somaram R$ 839,4 milhões, frente a R$ 828 milhões no primeiro semestre de 2016, com leve alta de 1,4%.

Já a receita de operações de crédito e leasing ficaram em R$ 3,3 bilhões, queda de 2,9% frente ao período anterior de 2016 – que somou R$ 3,4 bilhões. Justamente na carteira de crédito há uma mudança no fechamento do segundo trimestre.

O banco revisou as metas para desempenho de contratação de recursos, tanto para pessoa física quanto para jurídica, na área comercial. No primeiro, o guidance, que era de intervalo de 5% a 9% de crescimento, passou de 14% a 18%. Neste item, pesou a aposta em maior demanda de operações de consignado.

Para pessoa jurídica, o caminho é oposto, com revisão para baixo. De queda de 2% a uma evolução positiva de 2%, a meta para o ano é revisada para o intervalo de queda de 10%, pior cenário, para recuo de 6%. “A grande depressão foi 2015 e 2016, a economia derrapou mesmo na curva”, ilustrou o presidente do banco, Luiz Gonzaga Veras Mota, ao traduzir a ressaca no crédito para empresas.

A inadimplência, outro dado que disparou desde 2015, ficou em 4,72% em junho, pouco abaixo dos 4,97% de março. “A expectativa é de redução. Esperamos chegar a 3% e um pouco menos no fim de 2018”, projeta Mota.

O presidente do Banrisul atribui o recuo ao trabalho intenso dentro das áreas da instituição para controlar e reduzir o indicador, com análise cada vez mais rigorosa de pessoa física e jurídica. Mota projeta que, a partir de julho, pode ter maior queda de inadimplência. O banco gaúcho fez questão de destacar que o índice ficou abaixo de grandes bancos privados. A situação recente não é das melhores, mas é bom lembrar que, no terceiro trimestre de 2016, a inadimplência bateu em 5,43%.

Para calibrar gastos, o banco gaúcho vai fechar quatro a cinco agências em Santa Catarina, onde existem, hoje, 30 operações. Serão “consolidadas” – na prática, será unir duas em uma – agências situadas em Florianópolis, São José e Joinville. Já a de Rio Negrinho será fechada. No Rio Grande do Sul, Mota garantiu que não haverá fechamento. Na Capital, serão abertas mais duas agências no segundo semestre, as duas em bairros nobres, na Praça da Encol e na avenida Nilo Peçanha.

O índice de eficiência – quanto maior, menos eficiente, na relação receitas e despesas – subiu impulsionado pelo gasto de R$ 1,4 bilhão para compra da folha de salários do Estado, disse Mota. Saiu de 49,9%, de 12 meses antes, para 54,3%, em junho deste ano. “É efeito desse investimento, que é intangível, pois envolve compra de ativo, mas vamos corrigir ao longo da curva.

Se não tivesse feito isso, o índice ficaria abaixo de 50%”, observou Mota. Em outros segmentos, o banco mantém crescimento, como seguros e previdência, com alta de 35,5%. No cartão de crédito, teve alta de 18,6% nas transações.

Nas perspectivas do terceiro trimestre, alguns balizadores despontam. No varejo, o Dia dos Pais foi considerado “tímido” em demanda de crédito. Já para a Expointer, que vai de 26 de agosto a 3 de setembro, mesmo sem citar metas de contratação, Mota aposta em bons negócios. Em 2016, o banco repassou R$ 70 milhões na feira, e, agora, espera chegar a R$ 100 milhões.

Indicador mostra construção e agropecuária reagindo
O Banrisul enxerga pequena reação em setores da economia gaúcha e dois deles são agropecuária e construção civil. O diretor de investimentos e relações com investidores do banco, Ricardo Hingel, cita que a instituição passou a contar com um indicador antecedente que mapeia 14 setores. A referência foi montada por economistas da Fundação de Economia e Estatística (FEE).

“A gente vê sinais, mas muito tênues de recuperação, mas a construção civil tem um ciclo longo, de três anos, ou seja, só mais para frente”, diz o diretor. Diante da fraca e lenta reação do setor empresarial, Hingel diz que o Banrisul quer crescer em setores de profissionais liberais – de médicos, dentistas a consultores, com isso espicharia ainda mais o potencial da pessoa física.

Hingel diz que o banco tem muita liquidez, mas que o negócio é buscar operar com os recursos. “Como caiu demais, saiu todo mundo muito machucado, a confiança não retomou. Ninguém está encorajado em investir, a indústria vai usar a capacidade ociosa”, projeta Hingel. Até o fim do ano, com taxas de juros reduzindo, o banco deposita todas as moedas na volta do consumo.

Fonte: Jornal do Comércio

Diretoria Executiva da CONTEC

Veja Também

Sugestão

Mercado de trabalho melhora, mas desemprego não cai, diz Ipea

Para 2018, o rumo da taxa de desemprego dependerá da força de trabalho A melhora do mercad…