Home Informe por Banco Banco do Brasil Gustavo Franco diz que BB seria estatal ‘pronta’ para ser vendida

Gustavo Franco diz que BB seria estatal ‘pronta’ para ser vendida

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Franco descarta venda do BB para o Ita√ļ ou Bradesco
O ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco avalia que a crise na Petrobras abriu uma “janela” para a retomada das privatiza√ß√Ķes no Pa√≠s, e que o Banco do Brasil seria a estatal no momento “pronta” para a venda. Gustavo Franco participou nesta segunda-feira, 25, a lado do ex-ministro da Fazenda, Pedro Malan, de semin√°rio para empres√°rios em Belo Horizonte.

“Depois desse epis√≥dio (corrup√ß√£o na Petrobras), √© muito f√°cil entender que uma empresa estatal √© vulner√°vel √† captura por pol√≠ticos corruptos. N√£o h√° assunto de liberalismo nisso. H√° assunto de c√≥digo penal”, afirmou.

“Pessoalmente, acho que o Banco do Brasil est√° pronto (para ser vendido)”. O ex-presidente do BC disse, no entanto, que o BB “n√£o pode e n√£o deve ser comprado pelo Ita√ļ nem pelo Bradesco”, afirmou, se referindo aos maiores bancos privados do Pa√≠s.

Franco disse ainda, que, vendido o BB, a Caixa Econ√īmica Federal deveria se tornar empresa de capital aberto para “melhorar governan√ßa”.

Gustavo Franco afirmou haver outras possibilidades de sa√≠da para a crise econ√īmica que n√£o o aumento de impostos. “Tem o caminho de equil√≠brio de contas pelo lado das despesas. √Č o caminho politicamente mais dif√≠cil.

Tradicionalmente, o Parlamento se esconde embaixo da mesa e quer que o Poder Executivo proponha (o aumento) que eles contrariamente acabam concordando para n√£o terem que sacrificar gastos de interesses mais caracteristicamente pol√≠ticos.”

Trancos e barrancos
O ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, por sua vez, fez uma an√°lise da situa√ß√£o econ√īmica no Brasil e afirmou que o Pa√≠s, “aos trancos e barrancos”, vai equacionar seus problemas.

Ele afirmou que “o fato de os juros terem declinado de 14,25% para 8,25%, e de que v√£o chegar mais baixo que isso no final do ano, in√≠cio do ano que vem, √© sinal de ancoragem da expectativa quanto ao custo dos pre√ßos”.

“A sociedade brasileira acha, de maneira cr√≠vel, que n√≥s vamos ter taxas civilizadas de infla√ß√£o. O sistema de metas tem funcionado e o Banco Central demonstra credibilidade”, avaliou. Malan acredita que, com o cen√°rio atual, a infla√ß√£o seguir√° baixa em 2018, 2019 e 2020. Por√©m, n√£o arriscou os porcentuais. “S√£o os que est√£o no mercado”, disse.

Malan afirmou ainda que a situa√ß√£o externa √© favor√°vel. “Temos entre U$ 60 bilh√Ķes e U$ 70 bilh√Ķes ingressando no Brasil em investimento direto, apesar das incertezas. O que quer dizer isso? Que est√£o olhando a m√©dio e longo prazo que o Brasil, √† nossa maneira, aos nossos trancos e barrancos, vai conseguir equacionar seus problemas.”

O ex-ministro disse que as turbul√™ncias vividas pelo Brasil s√£o originadas por posicionamentos adotados dentro do pr√≥prio Pa√≠s. Conforme Malan, foram tomadas “decis√Ķes equivocadas na √°rea macro, na Petrobras, no setor el√©trico”. “Decis√Ķes que t√™m custo monumental. A conta chegou. De 2014, 2015 para c√°, temos que lidar com ela.”

Fonte: Estad√£o

Diretoria Executiva da CONTEC

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