Home Contec Online 2009 Junho 2009 Inf.09/637 – CITI ENCOLHE NO BRASIL

Inf.09/637 – CITI ENCOLHE NO BRASIL

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Com um baixo crescimento em relação aos dez maiores bancos do País, segundo ranking do Banco Central, o Citibank terá de rever sua estratégia de crescimento no País para fazer frente à nova realidade no panorama brasileiro, de Selic a um dígito e instituições mais competitivas na busca por mercado consumidor.

Entre março de 2008 e março deste ano, o banco, que ocupa a nona colocação no ranking do BC, teve o menor crescimento nos ativos, entre as dez primeiras instituições. O Citi chegou a R$ 44,9 bilhões em ativos, crescimento de 10%, atrás da expansão apresentada pelo Santander no período, de 19,7%, a um total de ativos de R$ 338,48 bilhões. A maior alta no total de ativos foi a do Banco do Brasil, de 28%, a um total de R$ 577,2 bilhões.

Entre os dez, o Citibank também teve um dos piores desempenhos em depósito total, com um crescimento de 22%, a R$ 7,79 bilhões. Apenas a Caixa Econômica Federal e o Banrisul tiveram desempenho menos expressivo no quesito, com, respectivamente, alta de 19% e 14%, a estoques de R$ 171,69 bilhões e R$ 14,45 bilhões.

O Itaú Unibanco conseguiu a maior alta no período, com 69%, a total de R$ 210,31 bilhões.

A título de comparação, os dados de ativos e depósitos de 2008 dos bancos Santander e Real, Itaú e Unibanco e Banco do Brasil e Nossa Caixa foram somados a partir dos dados fornecidos pelo Banco Central do Brasil.

Segundo o Citibank, no período de março de 2008 a março de 2009, houve um aumento de 19% nos ativos, 21% na carteira de crédito e 32% em depósito. O banco ainda informa que o País é um dos focos da instituição. “O CEO do Citi, Vikram Pandit, em visita recente ao Brasil, reafirmou o compromisso de intensificação de esforços em investimentos com foco principalmente nos mercados emergentes, em que o País se inclui. Atualmente, um dos focos da organização está no aumento da carteira de investimentos, que vem sendo ampliada, entre outros, por meio de operações realizadas via Intra Corretora, adquirida no início do ano. Além disso, o Citi abriu, nos últimos três anos, mais de 70 agências, aumentou sua base de clientes para mais de 400 mil correntistas e dobrou o número de funcionários. Ainda como forma investimento na operação brasileira, por meio da Credicard, o Citi passou a integrar as operações de cartões de crédito e financiamentos, realizando uma oferta única de produtos e serviços a uma base ainda maior de clientes”, disse o banco.

Para o diretor da InterCapital Finanças, Fábio Carvalho Pinto, o Citi deverá se preocupar em expandir sua base de clientes, com um novo mix de produtos. “O banco é tradicionalmente concentrado na classe média alta. Se a intenção é obter um crescimento orgânico, deverá buscar um novo mix de clientes e oferecer produtos à nova classe dominante, que faz diferença na base”, diz, referindo-se às classes C e D. “A elite não sustenta o ranking de um banco, ela não é o que faz a diferença”, diz o analista.

Para isso, continua Carvalho Pinto, o crescimento orgânico exige mudanças que atendam a nova população bancária. “É necessário um ajuste de tarifas. Atualmente, não é um banco competitivo”, acredita.

Atração

Para o executivo da InterCapital, a sustentabilidade do mercado interno brasileiro é o principal fator de atração aos estrangeiros. “Acredito que o Citi veja o País retomando e melhorando a atividade econômica. Indicadores mostram que está em uma situação melhor que China e Índia”, afirma.

Ainda segundo ele, o baixo crescimento do Citi no Brasil está ligado à situação da matriz. “O Citibank se resguardou no País porque ressentiu-se das operações nos Estados Unidos, com a crise do subprime”, afirma. Para ele, a posição da matriz levou o banco a uma postura defensiva.

Japão

No Japão, o Citigroup deverá suspender parte de suas atividades de venda de produtos financeiros ao público de varejo por um mês e melhorar seus controles internos, por determinação do órgão regulador do mercado local.

A Agência de Serviços Financeiros do Japão acredita que o banco não tenha desenvolvido sistemas adequados para detectar transações suspeitas. A suspensão vale a partir de 15 de julho.

Com o pior crescimento em ativos entre os dez maiores bancos que atuam no País, o Citibank será obrigado a ampliar sua atuação entre as classes C e D para manter suas operações, afirmam analistas.
Fonte: DCI

Diretoria Executiva da CONTEC

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