Home Contec Online 2009 Abril 2009 Inf.09/439 – CARTÕES TOMAM LUGAR DOS CHEQUES

Inf.09/439 – CARTÕES TOMAM LUGAR DOS CHEQUES

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O ano de 2008 foi da explosão do uso do cartão de débito e da queda do uso do cheque para os brasileiros. No ano passado, a quantidade de transações com cartões de débito cresceu 27% na comparação com 2007, período em que o número de cheques emitidos caiu 5,2%. O uso dos cartões de crédito também cresceu 23,5%, fôlego que garantiu a vice-liderança no ranking da expansão dos meios de pagamento.

Mesmo com maior acesso aos meios eletrônicos, os brasileiros não abrem mão de ter dinheiro vivo na carteira. A média de quantidade de papel-moeda per capita chegou a R$ 408,93 no ano passado, frente a R$ 350,84 em 2007. Esses dados, que foram divulgados ontem pelo Banco Central, fazem parte do Diagnóstico do Sistema de Pagamentos de Varejo no Brasil, estudo publicado anualmente desde maio de 2005. Para o BC, a consolidação da pesquisa indica que há continuidade do aumento da utilização de papel-moeda e dos instrumentos eletrônicos de pagamento.

Nos últimos quatro anos, o pagamento eletrônico cresceu 17% por ano, enquanto a quantidade de cheques emitidos caiu 9,3%. Em 2008, houve 1,373 bilhão de cheques que circularam com liquidação interbancária, frente a 2,136 bilhões em 2003. Já a quantidade de transações com cartões de débito saltou de 662 milhões, em 2003, para 2,1 bilhões no ano passado.

O BC admite, entretanto, que a substituição do cheque por meios eletrônicos ocorre nas transações de menor valor. O valor médio dos cheques, no ano passado, chegou a R$ 835, frente a R$ 716 em 2007. O valor médio por transação com cartão de débito manteve-se em R$ 49 em 2007 e 2008, enquanto a operação média com cartão de crédito subiu de R$ 84 para R$ 86. Ou seja, o cheque mantém-se firme em um nicho específico das transações.

Espaço para crescer

“Há espaço para criação de facilidades adicionais que possibilitem pagamentos de maior valor comandados eletronicamente a partir de pontos de venda”, cita o relatório do BC, referindo-se a operações unitárias de valor menor que R$ 5 mil. Acima desse limite, as operações devem ocorrer por meio de Transferência Eletrônica Disponível (TED), mecanismo lançado em 2002 quando foi criado o novo Sistema de Pagamentos Brasileiro.

O potencial de expansão dos cartões foi comprovado em 2008, quando, pela primeira vez, os cartões de débito cresceram mais que os de crédito. Em quantidade de cartões, a alta foi de 14% no segmento de débito e de 12% nos cartões de crédito. Já em quantidade de transações, o débito aumentou 27%, enquanto os cartões de crédito tiveram expansão de 23,5%.

O BC prevê aumento da presença dos cartões de débito levando em consideração a baixa frequência de uso do produto: em 2007, cada cartão de débito registrou média de 9,3 transações por ano. Na Suécia, foram mais de 124 usos por ano, chegando a 159 na Finlândia. Já os cartões de crédito registraram, no ano passado, 18,4 transações por unidade, o que se aproxima mais do que ocorre em outros países (15,4 usos por ano, na França, e 14,6 usos, na Itália). As comparações com outros países consideram dados de 2007, devido à defasagem das informações internacionais.

O estudo do BC trata também do perfil do relacionamento entre clientes e instituições financeiras. Nada menos de 32% das transações bancárias realizadas no ano passado foram feitas por meio das redes de autoatendimento (ATMs). Foram realizadas por esse meio 7,921 bilhões de transações no ano passado, frente a 5,672 milhões em 2003.
Fonte: Jornal do Brasil

Diretoria Executiva da CONTEC

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