Home Contec Online 2009 Abril 2009 Inf.09/436 – BRP SUPERA GRANDES BANCOS EM VOLUME DE REPASSES DO BNDES

Inf.09/436 – BRP SUPERA GRANDES BANCOS EM VOLUME DE REPASSES DO BNDES

0
430

Apesar de ser o menor do País, o Banco Ribeirão Preto (BRP) é um dos agentes financeiros mais atuantes da região no que se refere a repasse de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

No período de janeiro e fevereiro deste ano, o BRP ocupou a posição número um no ranking de repasses da linha BNDES Automática em Ribeirão Preto, deixando para trás gigantes como Itaú, Bradesco, Unibanco, Santander, além de Banco do Brasil e Nossa Caixa. Segundo dados do BNDES do primeiro bimestre deste ano, o BRP também lidera, na cidade, a categoria de repasse de dinheiro para grandes empresas, à frente de Volks BM, em segundo lugar, e Bradesco, em terceiro.

O repasse de recursos do BNDES na cidade, no primeiro bimestre, foi de R$ 32,3 milhões, o que representa uma queda de 23% em relação ao mesmo período do ano passado. Os negócios com grandes empresas caíram 34%, para R$ 28,8 milhões, enquanto que para micro empresas saltou 152%, para R$ 4,1 milhões.

Vale lembrar que o dinheiro liberado nos dois primeiros meses do ano refere-se a operações feitas seis meses antes, justamente quando a crise econômica internacional se agravou. “Várias instituições tiraram o time de campo. Nós, não”, diz Nelson Rocha Augusto, economista que criou o BRP 14 anos atrás e atualmente preside a instituição.

“Sabemos que a crise é grande, demorada e precisa ser respeitada. Obviamente, fomos muito mais cuidadosos na liberação de crédito, mas crescemos porque confiamos no nosso modelo de negócio”, afirma o executivo.

O modelo de negócio do BRP é focado em onze setores da economia “que estudamos profundamente.” A escolha dos setores é dinâmica, variando em função do ambiente macroeconômico. Segundo Rocha Augusto, o BRP atua prioritariamente com empresas de médio porte e pessoas físicas com demanda de crédito ou renda disponível de longo prazo.

Os setores de atuação do BRP, todas muito pujantes na região de Ribeirão Preto, são: construção civil, subdividida em infraestrutura, prédios comerciais e industriais e habitação; saúde, financiando hospitais, clínicas, indús-trias farmacêutica humana e animal e de equipamentos médicos, hospitalares e odontológicos; educação; comércio varejista; sucroalcooleiro; café; soja; pecuária de corte; tecnologia avançada voltada ao aumento da produtividade industrial, representada por várias empresas de São Carlos; logística e; laranja.

Criado como um banco regional, o BRP já quebrou fronteiras e hoje tem clientes em Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro, Goiás e Rio Grande do Norte. “A região de Ribeirão Preto representa 70% das operações de crédito, mas esse percentual tende a diminuir na medida em que o banco cresce”, explica o presidente do BRP, que tem escritórios em Araraquara e São Paulo.

“Dobramos o tamanho do banco do início de 2007 ao final de 2008”, informa Rocha Augusto. Em 31 de dezembro de 2008, as operações de crédito alcançaram R$ 234,8 milhões, 35% mais do que um ano antes. “Queremos chegar a R$ 250 milhões em 30 de junho de 2009”, diz Rocha Augusto. O patrimônio líquido no fechamento de 2008 foi de R$ 56,7 milhões.

O BRP, por meio de seus 30 funcionários, realiza um atendimento personalizado aos 400 clientes ativos. “O índice de fidelidade da clientela é imenso e isso ajuda a gente a crescer”, diz Rocha Augusto. Ex-presidente da BBDTVM, o economista-chefe do BRP explica que a abordagem à clientela faz a diferença. “Nossos executivos são remunerados pelo grau de satisfação do cliente. Aqui nós não temos meta”, garante o executivo.

“A posição de liderança do BRP é coerente com a elevada capacitação técnica do banco”, diz o economista Fabiano Guimarães, gerente regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e do posto avançado do BNDES em Ribeirão Preto. Segundo Guimarães, que monitora as reclamações das empresas regionais junto às instituições financeiras, muitos projetos de financiamento elaborados pelos bancos de grande porte voltam do BNDES sem aprovação por falta de informações ou dados incorretos. “O gerente põe a culpa na burocracia do BNDES, mas a verdade é que falta pessoal capacitado em muitas agências do interior”, salienta Guimarães.

Fonte: Gazeta Mercantil

Diretoria Executiva da CONTEC

Sugestão

Custom Research Paper Writing

Customized research paper is a paper that is completely designed and written by the writer…