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Bancos fecham 430 agĂȘncias em 2019 e demitem quase 7 mil pessoas

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SaĂ­das foram motivadas, principalmente, por programas de demissĂŁo voluntĂĄria

Pressionados por maior uma concorrĂȘncia com fintechs e pressĂ”es regulatĂłrias, os grandes bancos privados fecharam as portas de 430 agĂȘncias no ano passado, totalizando uma rede fĂ­sica de menos de dez mil pontos. Adicionando nesta conta ainda o crescimento das operaçÔes digitais, que diminui a dependĂȘncia de profissionais, o quadro de colaboradores tambĂ©m se reduziu, com ItaĂș Unibanco, Bradesco e Santander enxugando suas equipes em 6,923 mil pessoas, cujas saĂ­das foram motivadas, principalmente, por programas de demissĂŁo voluntĂĄria (PDVs).

A expectativa dessas instituiçÔes Ă© de que o trabalho duro feito do lado das despesas ajude a compensar, em 2020, menores margens financeiras e crescimento contido nas receitas de serviços e tarifas. Os ganhos dos grandes bancos tĂȘm sido impactados pelo aumento do nĂșmero de players no setor com a multiplicação das fintechs e ainda mudanças regulatĂłrias como a do cheque especial, que limitou os juros mensais em 8% desde o mĂȘs passado.

O ItaĂș Unibanco que divulgou, na Ășltima segunda (10/02/2020), seu balanço, fechou 200 agĂȘncias no quarto trimestre, conforme jĂĄ havia sinalizado ao mercado. Apenas no Brasil, a rede encolheu em 172 pontos. No ano, foram encerradas 436 unidades, empurrando a rede fĂ­sica para 4,504 mil pontos, considerando Brasil e AmĂ©rica Latina. Somente a rede brasileira, a quantidade de agĂȘncias diminuiu em 372 unidades, para 3,158 mil. Para 2020, a sinalização do banco, ao menos atĂ© aqui, Ă© de que o ritmo de fechamento de agĂȘncias vai se arrefecer.

“O contĂ­nuo investimento em tecnologia permitiu açÔes com foco em eficiĂȘncia de custos, como o encerramento de agĂȘncias e o programa de desligamento voluntĂĄrio, que levaram ao aumento de apenas 2,5% nas despesas nĂŁo decorrentes de juros em relação ao ano anterior, abaixo da inflação acumulada (4,3% – IPCA) e do acordo coletivo de trabalho no perĂ­odo”, destaca o ItaĂș, em relatĂłrio que acompanha suas demonstraçÔes financeiras.

O rival Bradesco seguiu a mesma direção, com o adendo de que nĂŁo conseguiu cumprir sua meta do lado das despesas, que cresceram 7,2% no ano passado, acima do guidance que ia de 0% a 4%. Com uma rede de 4,478 mil agĂȘncias, o banco enxugou sua rede em mais de 100 pontos no ano passado, sendo que a maioria fechou as portas no Ășltimo trimestre. Na outra ponta, o Santander Brasil abriu 45 agĂȘncias no ano passado.

A meta do Bradesco para 2020 Ă© fechar outras 300 agĂȘncias. Para compensar o estouro do guidance de custos no ano passado, o banco estabeleceu orçamento base zero de gastos para 2020, com ĂĄreas como tecnologia de informação, marketing e patrimĂŽnio tendo de gastar menos que no ano passado. “Temos um compromisso, um propĂłsito muito forte de controle de custos prĂłximos anos”, disse o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, em conversa com a imprensa, na semana passada.

Do lado do nĂșmero de colaboradores, todos os grandes bancos privados enxugaram seus times. O ItaĂș desligou 5.454 pessoas no ano passado, fazendo com que seu quadro caĂ­sse de mais de 100 mil funcionĂĄrios para menos de 95 mil como reflexo de um novo programa de PDV.

O concorrente Bradesco reduziu sua equipe em 1,276 mil pessoas tambĂ©m com um processo de demissĂŁo voluntĂĄria, que fez o quadro baixar para 97,329 pessoas. O Santander, embora nĂŁo tenha anunciado uma iniciativa de PDV, enxugou seu quadro em silĂȘncio. Foram apenas 193 funcionĂĄrios no ano, mas no trimestre o corte chegou a 1.663 colaboradores.

Fonte: MetrĂłpoles

Diretoria Executiva da CONTEC

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