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BNDES lucra R$ 4,7 bi no 1¬ļ semestre, alta de 253,6%

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Resultado veio de esfor√ßos das √°reas financeira e de participa√ß√£o de empresas; no segundo trimestre, o lucro l√≠quido foi de R$ 2,697 bilh√Ķes

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econ√īmico e Social (BNDES) registrou lucro l√≠quido de R$ 4,760 bilh√Ķes no primeiro semestre, alta de 253,9% em rela√ß√£o a igual per√≠odo de 2017.¬†No segundo trimestre, o lucro l√≠quido foi de R$ 2,697 bilh√Ķes. Para o presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, o resultado veio de uma “composi√ß√£o bastante salutar” entre a intermedia√ß√£o financeira e a √°rea de participa√ß√Ķes em empresas.

A¬†venda de parte da carteira de a√ß√Ķes e uma redu√ß√£o no valor de impairments (baixa cont√°bil referente ao valor recuper√°vel) relativos a essas participa√ß√Ķes acion√°rias impactaram positivamente o lucro.

BNDES
BNDES emprestou¬†R$ 27,8 bilh√Ķes no primeiro semestre de 2018. Foto: Paulo Vitor/Estad√£o

Na √ļltima semana, o banco de fomento afirmou que a receita¬†com a venda de participa√ß√Ķes em 2018 ser√° maior que no ano anterior e deve ultrapassar dois d√≠gitos.¬†At√© agora, o banco j√° arrecadou mais de R$ 6 bilh√Ķes com essas opera√ß√Ķes. A concretiza√ß√£o da venda da Fibria, que acaba de ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econ√īmica (Cade), render√° mais R$ 8,5 bilh√Ķes. ¬†Na √ļltima semana, o banco tamb√©m anunciou que¬†vai desembolsar em 2018 metade do que costumava emprestar por ano nas √ļltimas duas d√©cadas.

BNDES tem lucro com vendas de Petrobr√°s e Eletropaulo

O BNDES¬† est√° “perseguindo” um programa de desinvestimentos em sua carteira de participa√ß√Ķes acion√°rias em empresas, afirmou o presidente da institui√ß√£o de fomento, Dyogo Oliveira. “Seguiremos perseguindo a aliena√ß√£o de ativos maduros, que j√° ‘performaram’ e n√£o h√° mais a necessidade de manter”, afirmou, ao comentar os resultados do banco no primeiro semestre.

O BNDES informou no fim da tarde que registrou lucro l√≠quido de R$ 4,760 bilh√Ķes no primeiro semestre, alta de 253,9% em rela√ß√£o a igual per√≠odo de 2017. O desempenho dos investimentos nas participa√ß√Ķes acion√°rias foi determinante para a alta do lucro, segundo a institui√ß√£o de fomento.

Duas opera√ß√Ķes, as vendas de a√ß√Ķes da Petrobr√°s e da Eletropaulo, geraram ganho de R$ 1 bilh√£o, cada, apenas no segundo trimestre. Com isso, a participa√ß√£o total do banco na Petrobr√°s passou de 16,54% para 15,24%. O BNDES ainda poder√° incluir em seu balan√ßo deste ano os ganhos com a venda de sua participa√ß√£o na Fibria, ap√≥s a fus√£o com a Suzano.

“√Ä medida que (o programa de desinvestimentos) vai avan√ßando, vai gerando um lucro”, afirmou Oliveira.

A carteira total de a√ß√Ķes do BNDES terminou o semestre avaliada em R$ 69 bilh√Ķes, abaixo dos R$ 75 bilh√Ķes do fechamento do primeiro trimestre. Segundo Oliveira, al√©m da venda de ativos, houve a desvaloriza√ß√£o de alguns pap√©is. O movimento contribuiu para a queda do ativo total, que ficou em R$ 834,5 bilh√Ķes no fechamento do segundo trimestre, ante R$ 867,5 bilh√Ķes no fim de 2017.

Segundo Oliveira, o movimento de queda no ativo total foi impactado tamb√©m pela devolu√ß√£o antecipada de R$ 60 bilh√Ķes da d√≠vida do BNDES com o Tesouro Nacional. O presidente do banco lembrou que haver√° mais redu√ß√£o at√© o fim do ano, j√° que o BNDES devolver√° mais R$ 70 bilh√Ķes este m√™s.

BNDES repassará somente 25% do lucro à União

Segundo Dyogo Oliveira, a partir de 2019, o BNDES distribuirá para a União apenas o mínimo de 25% do lucro líquido, conforme previsto na Lei das S.A. Com isso, o BNDES reterá o lucro para capitalização, disse.

Pela atual pol√≠tica de dividendos, estabelecida pela ex-presidente do BNDES Maria Silvia Bastos Marques, al√©m do m√≠nimo de 25% do lucro l√≠quido, o banco de fomento poderia repassar mais 35%, chegando ao m√°ximo de 60%. Desde a implementa√ß√£o dessa pol√≠tica, em 2016, o BNDES repassou √† Uni√£o sempre o teto de 60% do lucro l√≠quido. Nos governos do PT, o banco de fomento chegava a repassar quase a totalidade do lucro, contribuindo para fechar as contas p√ļblicas.

“Tivemos uma discuss√£o recente com a Fazenda”, afirmou Oliveira, ao anunciar a medida, em entrevista coletiva sobre os resultados do primeiro semestre do banco. Segundo o presidente do BNDES, o lucro de 2017 e de 2018 ainda ter√° 60% destinados √† Uni√£o como dividendos, mas, a partir de 2019, a reten√ß√£o do lucro permitir√° que o banco “se capitalize”.

Com isso, nas contas de Oliveira, o BNDES ter√° f√īlego para desembolsar o equivalente a 2% do PIB por ano. No fim do m√™s passado, ap√≥s a confirma√ß√£o da renegocia√ß√£o da d√≠vida do banco com a Uni√£o, a diretoria do BNDES tratava o n√≠vel de 1,2% do PIB como capacidade anual de desembolsos. Segundo Oliveira, o banco ter√° condi√ß√Ķes de retomar esse patamar de 2% do PIB em “quatro ou cinco anos”.

Ciclo de provisionamentos de perda de crédito chegou ao fim

A reversão de valores provisionados para perda de crédito e a redução no nível dos provisionamentos, que deu impulso à alta de 254% no lucro líquido do BNDES, foi possível porque um ciclo chegou ao fim, explicou o presidente da instituição.

“Essa mudan√ßa em provis√£o tem a ver com o fim de um ciclo de provisionamento de uma s√©rie de projetos que tiveram problemas de diversas ordens”, afirmou Oliveira, ao comentar os resultados do banco no primeiro semestre. Na primeira metade do ano, o BNDES registrou lucro l√≠quido de R$ 4,760 bilh√Ķes, alta de 253,9% em rela√ß√£o a igual per√≠odo de 2017.

No primeiro semestre de 2017, as provis√Ķes para risco de cr√©dito geraram perda de R$ 4,769 bilh√Ķes ao BNDES. Nos seis primeiros meses deste ano, as perdas com esse item foram de apenas R$ 81 milh√Ķes.

Segundo Oliveira, al√©m de um n√≠vel de provisionamento menor, houve revers√£o de valores provisionados, “em virtude de renegocia√ß√Ķes” de d√≠vidas. A partir de agora, a tend√™ncia √© o n√≠vel de provisionamento voltar a “seu padr√£o hist√≥rico”, disse o presidente do BNDES.

Oliveira ressaltou o baixo nível de inadimplência. Os atrasos de mais de 90 dias caíram de 2,08% da carteira de crédito, no encerramento de 2017, para 1,45%, no fechamento do primeiro semestre deste ano. Segundo Oliveira, o Estado do Rio, que deixou de pagar sua dívida após firmar o plano de recuperação fiscal com a União, responde por grande parte da inadimplência. Sem o governo fluminense, a taxa de inadimplência ficaria em 0,18%, disse Oliveira.

Fonte: O Estado de S.Paulo

Diretoria Executiva da CONTEC

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