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Brasil está entre países com sistemas bancários mais concentrados, aponta BC

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O Banco Central fez nesta terça-feira (12) um diagnóstico sobre a concentração bancária no país e seus efeitos sobre a concorrência. No Relatório de Economia Bancária (REB), publicado pela manhã, a instituição pontuou que, na maioria dos países, a concentração aumentou após a crise financeira global de 2008.

“Por essa medida, o Brasil apresentou aumento do n√≠vel de concentra√ß√£o no per√≠odo, figurando em 2016 no grupo de pa√≠ses com os sistemas banc√°rios mais concentrados, que inclui Austr√°lia, Canad√°, Fran√ßa, Holanda e Su√©cia”, disse o BC, citando dados do BIS (Banco de Compensa√ß√Ķes Internacionais).

Pelos n√ļmeros, os cinco maiores bancos do Brasil concentraram 82% dos ativos totais em 2016. Dez anos antes, em 2006, este porcentual era de 60%. Entre outros pa√≠ses emergentes, a China aparece com porcentual de 37% em 2016, a Coreia do Sul soma 62%, a √ćndia soma 36%, o M√©xico tem 70% e Cingapura registra 42%.

“O BCB monitora a concentra√ß√£o do SFN e est√° atento aos riscos para o sistema e aos poss√≠veis efeitos sobre o spread banc√°rio e outros pre√ßos”, disse o Banco Central no relat√≥rio. “Entretanto, a rela√ß√£o entre concentra√ß√£o e spreads n√£o √© t√£o direta quanto o senso comum pode sugerir”, acrescentou o BC. O spread corresponde √† diferen√ßa entre o custo de capta√ß√£o de recursos pelos bancos e o que √© efetivamente cobrado de pessoas f√≠sicas e empresas.

Conforme o BC, “alguns estudos encontram rela√ß√£o inversa, ao inv√©s de direta, entre concentra√ß√£o e custo do cr√©dito”. “De fato, diversos fatores que n√£o t√™m rela√ß√£o com concentra√ß√£o podem influenciar no custo do cr√©dito, tal como inefici√™ncia regulat√≥ria, rigidez informacional e limitada educa√ß√£o financeira.”

Calotes e impostos 
Ao abordar o caso brasileiro, tendo como refer√™ncia o Indicador de Custo de Cr√©dito (ICC) – √≠ndice que reflete a taxa de juros m√©dia efetivamente paga pelo brasileiro nas opera√ß√Ķes de cr√©dito contratadas no passado e ainda em andamento -, o Banco Central afirmou que o spread pode ser explicado, em ordem decrescente de grandeza, por “inadimpl√™ncia, custos administrativos, impostos e margem financeira”. A margem financeira engloba os lucros dos bancos e outros fatores.

Conforme o relatório, a inadimplência representou 38,27% do spread em 2016, as despesas administrativas somaram 25,55%, os tributos e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) representaram 22,13%, os lucros e outros fatores (margem financeira) atingiram 14,04%.

“Ainda que esse seja o componente com menor peso no spread do ICC, ampliar a concorr√™ncia √© prioridade e se insere no pilar ‘Cr√©dito mais barato’ da Agenda BC+”, afirmou o Banco Central no documento divulgado. “O BCB tem se empenhado em aumentar a concorr√™ncia como uma das formas de reduzir o custo do cr√©dito.”

A institui√ß√£o defendeu ainda que maior concorr√™ncia significa menor custo do cr√©dito e maiores benef√≠cios para a popula√ß√£o. No entanto, ponderou que √© crucial entender dois aspectos relacionados √† quest√£o. “Em primeiro lugar, maior competi√ß√£o n√£o requer necessariamente menor n√≠vel de concentra√ß√£o banc√°ria. Em segundo lugar, concorr√™ncia n√£o √© uma quest√£o dicot√īmica, ou seja, n√£o se pode resumir a quest√£o a uma pergunta se h√° ou n√£o concorr√™ncia. A quest√£o relevante √© qual o grau de competi√ß√£o”, disse o BC.

Fonte: UOL

Diretoria Executiva da CONTEC

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