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Caixa vai abrir capital de subsidiárias para pagar dívida de R$ 40 bi ao governo, diz Guimarães

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O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou nesta segunda-feira (7), após cerimônia de posse no Palácio do Planalto, que vai abrir o capital de subsidiárias do banco público para pagar uma dívida de R$ 40 bilhões que a instituição financeira possui com o Tesouro Nacional.

De acordo com Guimarães, uma forma de fazer esse pagamento ao Tesouro Nacional é por meio da abertura de capital (venda de ações) de empresas controladas pela Caixa Econômica Federal, como as empresas de cartões, seguros, asset management [administração de recursos de terceiros) e, também, de loterias.

“A Caixa tem uma dívida com o governo de R$ 40 bilhões por meio do chamado IHCD [Instrumento Híbrido de Capital e Dívida]. Essa dívida não tem prazo e isso não é justo. Todos nós aqui temos prazo para pagar, os bancos privados também têm. A determinação do meu chefe, o ministro da Economia [Paulo Guedes], é que esses R$ 40 bilhões serão pagos”, declarou a jornalistas.

Em 2015, o governo chegou a anunciar a abertura de capital da Caixa Seguradora, mas o processo acabou não indo adiante.

“Tenho quatro anos para fazer esse pagamento e o farei. As operações estão adiantadas, faremos ao menos duas neste ano, talvez três. É o meu compromisso com o Guedes. Seguridade, cartões e loterias já temos a empresa pronta, e é o tempo de migrar a operação que já existe para essa empresa. A que vai demorar mais é a de asset, pois temos de criar uma empresa, uma DTVM, que precisa de autorização da CVM”, explicou o novo presidente da Caixa.

Venda de operações de crédito imobiliário

O novo presidente da Caixa também falou que vai “vender” até R$ 100 bilhões em operações de crédito imobiliário que a instituição possui aos agentes do mercado nos próximos, como forma de obter mais recursos.

Esse tipo de operação é conhecida como “securitização”, uma prática que consiste em agrupar esses ativos, convertendo-os em títulos que podem ser negociados no mercado de capitais.

“A Caixa vai passar a ser uma originadora de crédito imobiliário, mais do que reter no balanço. Esse é um tempo de anos. Não vai acontecer em dois, três, quatro anos. O objetivo nos próximos 10 anos é que a Caixa passe a originar 70% do crédito, mas venda uma parte relevante. É assim que é salutar”, delarou ele.

Juros do crédito habitacional

Questionado sobre os juros que serão cobrados no crédito imobiliário, Pedro Guimarães afirmou a jornalistas que os recursos obtidos com a venda das carteiras de crédito “provavelmente vai ter uma taxa maior e financiando imóveis usados, ou novos, mas também a uma faixa de renda superior”.

“Não é justo a caixa focar apenas no Minha Casa Minha Vida [programa habitacional que conta com juros subsidiados para a população de baixa renda]. Apesar de a Caixa ter esses clientes como principais, não são os únicos. São 93 milhoes de clientes e certamente a gente tem de emprestar para o pessoal da classe média”, acrescentou.

Ele explicou que a classe média terá de pagar juros maiores do que aqueles oferecidos nas operações do programa Minha Casa Minha Vida.

“Se hoje você tem zero de empréstimo para pessoas de classe média, não vai ser os juros do Minha Casa Minha Vida. Quem é classe média, tem de pagar mais. Ou vai buscar no Santander, Bradesco, Itaú. E vai ser um juros de mercado [na Caixa Econômica Federal]. A Caixa vai respeitar os juros de mercado”, concluiu o novo presidente da instituição.

Fonte: G1

Diretoria Executiva da CONTEC

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