Home Contec Online 2013 Julho 2013 Inf.13/1183 РSantander negocia fatia da GetNet em carṭo

Inf.13/1183 РSantander negocia fatia da GetNet em carṭo

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O Santander Brasil anunciou ontem a intenção de comprar a participação da empresa gaúcha GetNet na joint venture que ambos têm para credenciamento de lojistas para compra com cartões. Cada sócio tem metade da operação, responsável pela captura das transações com o meio eletrônico de pagamento no varejo. À princípio, o acordo não inclui as operações da GetNet fora desse universo, como a recarga de celulares, prestação de serviços para cartões de transporte público ou terminais de auto-atendimento para bancos.

O banco afirma que o acordo trará mais agilidade e vai deixar mais competitiva sua atuação em credenciamento. Criada em janeiro de 2010, a operação do banco nesse segmento custa a decolar. Atualmente, sua fatia capturada no total de transações com cartão no país mal chega a 5%, longe ainda da dupla Cielo e Redecard, que lidera o segmento.

Em comunicado, o Santander afirmou que o acordo aumentará sua competitividade em grandes varejistas. Por enquanto, o foco do banco espanhol em credenciamento foram os pequenos e médios lojistas, com um pacote que combina a captura de transações com serviços financeiros.

Na estrutura atual, embora cada um tenha 50% da joint-venture, o Santander diz em seu balanço que detém o controle efetivo da operação. Em linhas gerais, a GetNet é a responsável pela parte “tecnológica” da operação de credenciamento, incluindo as máquinas POS (Point of Sales, na sigla em inglês), o processamento de suas transações e sua manutenção. O banco espanhol cuida da parte “financeira”, como as operações de crédito feitas com base no fluxo futuro de recebíveis de um lojista.

O banco não divulgou possíveis valores envolvidos na transação. O acordo também depende da definição de como ficará a estrutura acionária da nova empresa, segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários. O Santander adiantou que os atuais acionistas da GetNet, sendo o principal deles o empresário Ernesto Correa da Silva, ficarão com participação minoritária.

Em 2012, o lucro líquido da Santander Getnet Serviços para Meios de Pagamento, nome da joint venture, foi de R$ 36,5 milhões, ante R$ 12,9 milhões em 2011. Já a GetNet como um todo, que vai além da joint venture com o Santander, teve um lucro líquido de R$ 52,8 milhões no ano passado, ante R$ 50,2 milhões em 2011.

Não é a primeira vez que o banco espanhol tenta comprar a área de cartões da GetNet. Antes de firmar a joint venture em 2010, o Santander teria buscado, sem sucesso, ser o único dono da operação, segundo executivo que acompanhou as negociações. A relação entre os dois sócios também era conturbada, relata o executivo.

Fontes próximas ao banco afirmam que, pelo contrato atual entre Santander e GetNet, a comissão paga pelo banco à empresa gaúcha aumenta conforme cresce o número de máquinas POS por cliente. Em geral, quanto maior o porte do varejista, mais terminais ele usa, aumentando a comissão da GetNet e diminuindo a atratividade para o Santander.

Procurada, a GetNet não quis se pronunciar. Já o Santander disse que está em período de silêncio para divulgação de resultados e não daria mais detalhes.

“O banco pode trazer para dentro de casa uma dor de cabeça razoável ao assumir a responsabilidade pela parte tecnológica do credenciamento”, afirma Boanerges Ramos Freire, consultor em varejo financeiro. Para ele, o Santander ainda está longe de representar uma ameaça às líderes. Boanerges calcula que, quando o banco espanhol detinha 14,87% da VisaNet (que virou a Cielo), tinha o equivalente a 7,9% do mercado de credenciamento, mais do que o banco sozinho tem hoje.

O analista da BB Investimentos, Carlos Daltozo, descarta que o banco atinja a meta de ter 10% do mercado de credenciamento no fim de 2013, compromisso assumido quando lançou a operação. Porém, afirma que o movimento é positivo para o Santander, na medida em que abre espaço para mais agressividade do banco em relação à conquista de lojistas e permite que o Santander explore melhor possibilidades de inovação no universo de pagamentos.

Fonte: Valor Econômico

 

Diretoria Executiva da CONTEC

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