Home Informe por Banco Bradesco Maiores bancos privados do País tiveram lucro 15% maior em 2019

Maiores bancos privados do País tiveram lucro 15% maior em 2019

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Bancos privados no Brasil. Bradesco, Ita√ļ e Santander Foto: JF Diorio/Estad√£o / Daniel Teixeira/Estad√£o / Edgar Garrido/Reuters¬†

No total, ganho de Ita√ļ, Bradesco e Santander atingiu R$ 68,8 bilh√Ķes; mas, com concorr√™ncia maior, analistas dizem que pode ter sido o √ļltimo crescimento anual de dois d√≠gitos (Por Aline Bronzati)

Os tr√™s maiores bancos privados do Pa√≠s encerraram o √ļltimo trimestre do ano com um ritmo de crescimento menor frente aos per√≠odos anteriores, o que ainda assim n√£o os impediu de apresentar proje√ß√Ķes de desempenho otimistas para 2020. O resultado positivo foi puxado, principalmente, pelo crescimento do cr√©dito para pessoas f√≠sicas e pequenas empresas, cujas margens s√£o melhores, e maiores receitas com presta√ß√£o de servi√ßos e tarifas banc√°rias, ainda que pese uma maior concorr√™ncia com fintechs.

No total, o lucro l√≠quido recorrente de Ita√ļ Unibanco, Santander Brasil e Bradesco foi de R$ 17,667 bilh√Ķes no quarto trimestre, alta de 12,44% em rela√ß√£o ao mesmo per√≠odo de 2018. No ano, por√©m, os resultados apresentaram crescimento maior. A cifra foi de R$ 68,8 bilh√Ķes, expans√£o de 15,25% frente aos R$ 59,695 bilh√Ķes registrados em 2018.

Para analistas do mercado, 2019 pode marcar o √ļltimo ano de crescimento anual de dois d√≠gitos para os grandes bancos de capital aberto no Pa√≠s, que cada vez mais veem suas margens serem comprimidas e seus clientes serem abocanhados por players novos. Em entrevista exclusiva ao Estad√£o/Broadcast na semana passada, o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, rebateu essa vis√£o. “Para n√≥s, pode ter certeza que n√£o √©. N√≥s vamos crescer”, disse, ao ser questionado se o banco conseguiria entregar expans√£o de dois d√≠gitos no lucro de 2020.

A concorr√™ncia com fintechs, as startups do setor financeiro, e diversos outros players – como os varejistas, que a cada dia colocam mais os p√©s no setor financeiro – √© crescente. Assim, repetir as proje√ß√Ķes de anos anteriores j√° √© sinal de otimismo em um cen√°rio de maior competitividade e mudan√ßas regulat√≥rias por parte do Banco Central.

Depois de ver seus empr√©stimos aumentarem 10,9% em 2019, o Ita√ļ espera que sua carteira de cr√©dito cres√ßa de 8,5% a 11,5%. O impulso no ano passado veio da opera√ß√£o brasileira, com empurr√£o das fam√≠lias e pequenas empresas. Na opera√ß√£o da Am√©rica Latina, o crescimento foi de apenas 1,9%, evidenciando o impacto da onda de manifesta√ß√Ķes no Chile e a queda dos empr√©stimos na Argentina, Paraguai e Col√īmbia.

O rival Bradesco é levemente mais otimista e projeta aumento de 9% a 13% na carteira de crédito neste ano. O  Santander Brasil segue com a projeção de elevar sua carteira acima dos 10% até 2022.

Do lado das receitas, os tr√™s bancos privados entregaram expans√£o de 5,47% em 2019, para menos de R$ 90 bilh√Ķes. Ampliar essa linha foi mais dif√≠cil no ano passado diante da crescente concorr√™ncia com as fintechs. O maior crescimento veio do Santander, com alta de mais de 8% no comparativo anual. No trimestre, por√©m, os concorrentes apresentaram melhor desempenho.

Os bancos privados tamb√©m aproveitaram para refor√ßar suas provis√Ķes para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, em meio ao ganho cont√°bil com a reavalia√ß√£o ds cr√©ditos tribut√°rios em decorr√™ncia do aumento da contribui√ß√£o social sobre o lucro l√≠quido (CSLL), que passou de 15% para 20% ap√≥s reforma da Previd√™ncia. A cifra somada de Ita√ļ, Bradesco e Santander foi de R$ 11,406 bilh√Ķes, sendo praticamente revertida em prote√ß√£o para eventuais perdas, considerando as novas regras cont√°beis.

No quarto trimestre tamb√©m houve refor√ßo em provis√Ķes para demandas trabalhistas. No ano passado, com a press√£o da concorr√™ncia por mais efici√™ncia, os bancos enxugaram suas redes f√≠sicas e promoveram programas de demiss√£o volunt√°ria. Assim, a meta para despesas operacionais em 2020 est√° mais otimista no caso do Ita√ļ, enquanto o Bradesco reiterou suas proje√ß√Ķes ap√≥s ter estourado o intervalo prometido para 2019.

Demonstrando maior preocupa√ß√£o com quest√Ķes sociais, o Ita√ļ anunciou a√ß√Ķes para compensar a emiss√£o de gases de efeito estufa (GEE), dando sequ√™ncia a uma pr√°tica que adota desde 2015. O Bradesco assumiu compromisso amplo de levantar a bandeira da sustentabilidade e tem como meta zerar suas emiss√Ķes de carbono e usar 100% de energia renov√°vel em todo o conglomerado at√© o fim de 2020. No ano passado, o Santander anunciou que pretende utilizar energias renov√°veis em 100% de sua opera√ß√£o at√© 2025.

Fonte: Estad√£o

Diretoria Executiva da CONTEC

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