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Previ zera déficit e afasta risco de aportes

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A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, encerrou janeiro com um superávit de R$ 5,6 bilhões. Com o desempenho, a fundação zerou o déficit que vinha carregando desde 2015 e passou a registrar superávit de R$ 1,3 bilhão. O resultado refere-se ao Plano 1, de benefício definido e que concentra os principais investimentos da fundação, com R$ 168 bilhões sob gestão.

No primeiro mês do ano, os ganhos foram de 4%, liderados pela renda variável (7,23%) e seguidos por investimentos estruturados (1,77%), renda fixa (1,38%) e investimentos no exterior (1,10%). A meta no período foi de 0,64%.

Além dos números de janeiro, a fundação divulgou o resultado fechado de 2017 na sexta-feira. Com uma rentabilidade de 14,97% – bem acima da meta atuarial de 7,17% -, o plano fechou o exercício com resultado positivo de R$ 9,6 bilhões, reduzindo o déficit acumulado para R$ 4,3 bilhões.

O fundo de pensão deixou para trás o resultado negativo, que chegou a R$ 16,1 bilhões em 2015 e interrompeu um período de oito anos sucessivos de resultados positivos, incluindo a distribuição de superávits aos participantes de 2010 a 2013. Em 2016, o plano ensaiou uma recuperação e teve um ganho de R$ 2,2 bilhões, reduzindo o déficit para R$ 13,9 bilhões.

O Plano 1 tem uma carteira de renda variável relevante, de R$ 70 bilhões, com participações em empresas como Vale, Neoenergia, Banco do Brasil, Petrobras e BRF. Na processadora de carnes, a participação é avaliada em R$ 2,22 bilhões. “Não temos nenhuma intenção de sair de BRF, está dentro da nossa matriz setorial e acreditamos na companhia. A discussão lá é outra”, afirmou o presidente Gueitiro Guenso, referindo-se às recentes questões de governança. “O ativo é bem saudável e tem perspectiva de crescimento”.

Em 2017, a carteira de renda variável do plano teve rentabilidade de 21,34%. A Previ vendeu R$ 10,4 bilhões em ativos, com a venda de CPFL e menor posição em ativos como Petrobras e Banco do Brasil. Por outro lado, realizou compras de R$ 1,4 bilhão e incluiu em sua carteira ativos como B3 e BR Distribuidora, cuja fatia foi comprada na oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

Na renda fixa, os ganhos foram de 9,7% em 2017. Já os investimentos no exterior subiram 23,5% e os investimentos estruturados tiveram ganhos de 27,95%. A carteira de imóveis rendeu 9,95%. “Os imóveis começaram a se recuperar e tiveram resultado acima da meta”. No Previ Futuro, plano de contribuição variável, a rentabilidade foi de 14,97% – ante meta de 7,17%.
Fonte: Valor Econômico

 

Diretoria Executiva da CONTEC

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