
O Outubro Rosa está chegando ao fim, mas a prevenção e o acompanhamento da saúde precisam continuar durante todo o ano. A campanha amplia a
atenção para o câncer de mama ao longo do mês, enquanto histórias de mulheres que enfrentaram a doença mostram, na prática, a importância dos exames de rotina, do diagnóstico e da continuidade dos cuidados.
Foi durante uma consulta de rotina que Simone Aparecida Lang, presidente do Sindicato dos Bancários de Lages (SC), descobriu o câncer de mama, em setembro de 2025. A confirmação veio após a realização de exames e de uma biópsia.
“Eu não tinha nenhuma alteração na mama. Antes de fazer o ultrassom, foi feito o exame de toque, o próprio médico fez e não encontrou nada. Ou seja, só o autoexame em casa não determina nada. A gente precisa, sim, da consulta médica, do exame de imagem, para ver se realmente está tudo bem com a gente”, afirma.
A partir do diagnóstico, Simone passou por quimioterapia e radioterapia. A queda dos cabelos esteve entre os efeitos do tratamento, período em que o apoio da família, dos amigos e a fé tiveram papel importante. Ao compartilhar a experiência, ela busca alertar outras mulheres para que não adiem consultas e exames.
“Não deixem a sua saúde para depois. Façam as suas consultas, mantenham os seus exames em dia, respeitem os sinais do corpo de vocês. […] Se a minha história puder de alguma maneira fazer com que uma única mulher olhe com mais carinho para si, para sua saúde, compartilhar tudo isso com vocês já terá valido a pena.”, destaca Simone.
Para Hozana Alves de Brito, diretora da FEEB de Minas Gerais, o diagnóstico veio em 2024. Ela teve carcinoma in situ, também chamado de câncer em estágio 0, e realizou quatro sessões de quimioterapia e cinco de radioterapia. Mesmo depois dessas etapas, o tratamento continua. A bancária vai permanecer em acompanhamento por cinco anos e relata que alimentação, atividade física e acompanhamento profissional passaram a fazer parte da rotina.
“O tratamento, quando você tem o diagnóstico, você termina o tratamento, o pós é muito importante também, é você cuidar, que é alimentação, atividade física. Eu, por exemplo, eu fui tão feliz, que eu terminava a minha quimioterapia num dia e no outro dia eu já estava na academia, na musculação.”
Hozana também chama atenção para a necessidade de manter os cuidados independentemente das campanhas realizadas ao longo do ano.
“A gente não deve comemorar o câncer de mama, aliás, o Outubro Rosa, ‘ah, vamos comemorar, lembrar’. Não, gente, é todos os dias, tá? Você acordou, agradece a Deus e está sempre em observação. Não desiste.”, ressalta Hozana.

Já Lígia Morais, diretora do Sindicato dos Bancários de Itajaí e Região, recebeu o diagnóstico ainda em 2017, aos 39 anos, também durante exame de rotina. Entre a descoberta da doença e a cirurgia, se passaram cerca de 30 dias, período marcado pelas dúvidas sobre o tratamento e pela preocupação com a família, especialmente com o filho, que ainda era criança.
“Foi o momento mais difícil da minha vida. Confesso que o medo veio com força. Eu fiquei desesperada, eu chorava muito, pensei muito na minha família, no meu marido, no meu filho, que na época era uma criança e precisava
de mim.”
Lígia também relata que, no dia da cirurgia, encontrou na fé uma forma de enfrentar aquele momento e de depositar confiança no tratamento médico.
“E no dia da cirurgia, eu orei a Deus e pedi a Ele: ‘Senhor, me cura através da medicina’, concluiu Ligia.
As três experiências ocorreram em momentos diferentes e envolveram tratamentos distintos, mas ajudam a mostrar que o enfrentamento do câncer de mama não se resume ao diagnóstico ou aos procedimentos iniciais. Há exames, tratamento, acompanhamento posterior e mudanças que passam a fazer parte da rotina. Os relatos também evidenciam que cada mulher atravessa esse processo de uma forma. Ao reunir os depoimentos, a CONTEC destaca que a conscientização pode ganhar mais espaço em outubro, mas o cuidado com a saúde precisa ser permanente.
O Outubro Rosa termina. O cuidado continua!
