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Alckmin descarta greve e governo aposta em pacote para conter diesel

Vice cita subsídios e corte de tributos enquanto caminhoneiros articulam paralisação

postado Maria Clara

O governo federal tenta conter a escalada de tensão no setor de transportes em meio à alta do diesel. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que não vê justificativa para uma paralisação nacional de caminhoneiros, apesar da mobilização da categoria em diferentes regiões do país.

“Eu espero que não tenha porque não tem muito sentido. Quer dizer, o governo já se antecipou, já tomou medidas”, disse Alckmin a jornalistas, durante evento em Brasília.

A avaliação do Planalto é de que as ações adotadas nas últimas semanas são suficientes para amortecer o impacto da alta do petróleo. O pacote inclui a zeragem de PIS e Cofins sobre o diesel e a criação de um subsídio temporário para produtores e importadores.

Segundo Alckmin, as medidas têm dois objetivos centrais: evitar desabastecimento e reduzir a pressão sobre o preço final ao consumidor. O custo estimado da operação é de R$ 30 bilhões.

Mobilização em curso
Apesar do discurso oficial, representantes dos caminhoneiros já deliberaram a favor de uma paralisação e discutem a definição de uma data para o movimento. A principal queixa é que o aumento recente promovido pela Petrobras anulou o efeito das medidas do governo.

A insatisfação também envolve a falta de cumprimento do piso mínimo do frete e a dificuldade de absorver custos operacionais em alta.

A crise dos combustíveis também tem sido associada à perda de instrumentos de regulação após a venda de ativos da Petrobras, como refinarias e a BR Distribuidora.

Debate sobre nova estatal entra na agenda
Durante o evento, integrantes do PT voltaram a discutir a criação de uma nova empresa pública de distribuição de combustíveis. A proposta consta no plano de governo de Lula para um eventual quarto mandato e surge como alternativa para contornar restrições impostas após a privatização da BR Distribuidora.

Pelas regras atuais, a Petrobras não pode retomar a atuação direta no varejo antes de 2029, em razão de cláusulas contratuais firmadas no processo de desestatização.

No Congresso, parlamentares da base governista já articulam a criação de uma frente em defesa da reestatização da antiga BR Distribuidora, hoje chamada Vibra Energia. O líder do governo na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), defende que o abastecimento de combustíveis seja tratado como questão estratégica nacional.

Fonte: Infomoney

www.contec.org.br

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