Entre os dias 20 e 22 de março de 2026, a Associação dos Empregados do Banco da Amazônia (AEBA) realizou seu Planejamento Estratégico Anual, reunindo a diretoria para definir as principais diretrizes de atuação ao longo do ano.
Representando o SINTEC-TO, participaram do encontro o presidente Ruy Ramos e a diretora jurídica Heloísa Ribeiro. O evento teve como eixo central a valorização salarial e a saúde dos trabalhadores, em um cenário marcado por pressões no setor bancário e mudanças nas relações de trabalho.
A pauta reflete demandas urgentes da categoria, marcada por perdas inflacionárias, distorções na carreira e crescente adoecimento laboral. Problemas como estresse, burnout, metas excessivas e pressão por produtividade ganham destaque, agravados pelo fato de cerca de 45% dos empregados não possuírem plano de saúde.
Durante o evento, a participação ampla da diretoria fortaleceu a construção de uma estratégia unificada. Foram debatidas prioridades, alinhadas ações políticas e estabelecidas diretrizes para mobilização da categoria.
O planejamento definiu como focos principais a recomposição salarial, a correção de distorções internas, a melhoria das condições de trabalho, a promoção da saúde física e mental e o fortalecimento do Banco da Amazônia como instituição pública. A entidade reforça que valorização profissional e qualidade de vida são indissociáveis.
A saúde do trabalhador foi um dos temas mais sensíveis. A AEBA destacou a responsabilidade do banco em garantir assistência adequada, criticando a ausência histórica de políticas efetivas nesse campo. Nesse contexto, a defesa da autonomia da CASF Saúde foi apontada como essencial para assegurar transparência, melhor gestão do plano e proteção dos interesses dos beneficiários.
Também foram apontados entraves institucionais na relação com a gestão do banco, considerados obstáculos para avanços na área da saúde. Por outro lado, decisões judiciais recentes foram celebradas, como a garantia da manutenção do aporte de R$ 500 aos beneficiários titulares do plano, reduzindo o impacto financeiro sobre os trabalhadores.
Ao final, a entidade destacou que a unidade da categoria será determinante para enfrentar os desafios de 2026. A articulação entre valorização salarial, saúde e fortalecimento institucional foi consolidada como eixo estratégico para garantir direitos.
Fonte: SINCTEC-TO
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