O Banco do Brasil decidiu amarrar a negociação econômica dos empregados ao resultado da mesa da Fenaban e encerrou mais uma rodada sem apresentar respostas concretas às reivindicações da categoria. Mesmo diante de uma pauta que reúne salário, benefícios, PLR e previdência, a instituição sinalizou que não pretende alterar as cláusulas vigentes antes de uma definição dos bancos privados.
A reunião desta quinta-feira (6), em São Paulo, deveria marcar a apresentação de uma devolutiva sobre temas analisados pelo BB nas rodadas anteriores, mas o banco adiou novamente as respostas e informou que pretende apresentá-las apenas no próximo encontro, marcado para a próxima semana, sexta-feira (14). Na pauta econômica, a CONTEC defendeu o reajuste dos auxílios refeição, alimentação, creche, combustível e deslocamento noturno. A entidade sindical também reiterou a reivindicação de reposição integral do INPC, acrescida de 5% de aumento real, além da valorização do piso salarial dos funcionários.
Outro ponto levado à mesa foi a garantia de que o reajuste tenha reflexos em todas as verbas remuneratórias. A medida busca impedir que a correção salarial fique restrita ao vencimento básico, sem alcançar gratificações e demais parcelas que compõem a remuneração dos trabalhadores. A Confederação também cobrou melhorias na Participação nos Lucros e Resultados. A reivindicação é que a PLR reconheça de forma efetiva a contribuição dos funcionários para o desempenho e a lucratividade do Banco do Brasil, sem regras que reduzam ou limitem a participação da categoria nos resultados alcançados.
Na previdência complementar, foram discutidas as demandas relacionadas à Previ, ao Economus e à Fusesc, com a defesa da paridade contributiva. A pauta também inclui a implementação da tabela PIP no PrevMais e na Fusesc. Embora tenha aceitado discutir os assuntos, o BB negou qualquer mudança imediata nas cláusulas econômicas do Acordo Coletivo de Trabalho vigente. A instituição indicou que pretende renovar as regras atuais de acordo com o índice que vier a ser definido na negociação entre a CONTEC e a Fenaban.
Para a Confederação, a posição do banco esvazia a negociação específica e ignora as particularidades do funcionalismo do Banco.


