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Após pressão das entidades, Caixa retoma negociação coletiva

Medidas administrativas ficam suspensas e benefícios serão mantidos durante as tratativas

postado Paulo Melo
Após a mobilização e a reação das entidades sindicais, a Caixa Econômica Federal anunciou a reabertura da mesa de negociação coletiva e suspendeu as medidas administrativas que haviam sido comunicadas após o impasse nas tratativas do novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Em comunicado encaminhado aos empregados, a Caixa informou que recebeu solicitação para a retomada das negociações e reconheceu a importância da negociação coletiva e da manutenção dos canais de diálogo com as entidades representativas.
Com a decisão, ficam suspensas, a partir de agora e enquanto as tratativas permanecerem em andamento, as medidas previstas na CE VIPES 11183/2026. As providências haviam sido anunciadas pelo banco após o encerramento da etapa anterior das negociações com as Confederações e provocaram forte reação das representações dos trabalhadores.
A Caixa também informou que adotará, junto às Confederações representativas dos empregados, as providências necessárias para permitir a prorrogação excepcional dos benefícios atualmente disponibilizados. Segundo o comunicado, serão mantidas, durante o período de negociação, as mesmas condições praticadas antes de 31 de agosto de 2026. A manutenção tem caráter temporário e permanecerá vinculada à continuidade das negociações, até que haja uma definição sobre os novos instrumentos coletivos.
Para a CONTEC, a retomada da mesa reforça a importância da mobilização da categoria e do caminho defendido durante todo o processo, preservar o diálogo e buscar uma solução negociada para os pontos que ainda impedem a construção de um acordo.

Um dos principais impasses permanece no Saúde Caixa. Durante as rodadas anteriores, a Confederação defendeu alternativas que permitissem avançar no ACT e manter aberta a negociação específica sobre o plano, com tempo suficiente para a construção de uma solução que preserve os direitos dos empregados da ativa,  aposentados e garanta sustentabilidade ao benefício.

A Confederação seguirá acompanhando as negociações e defendendo uma saída que preserve direitos, assegure benefícios dos empregados e permita a construção de um acordo equilibrado para a categoria.

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