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A negociação coletiva dos funcionários do Banco do Brasil entrou na reta final, com pressão sobre os prazos para assinatura dos instrumentos, pagamento da PLR e processamento do reajuste salarial. Em reunião na última terça-feira (8), a CONTEC voltou a defender a retomada das discussões após a rejeição registrada em parte das assembleias.
O principal ponto de insatisfação é o reajuste de INPC mais 0,6%, considerado insuficiente pelas bases. Apesar das críticas, o Banco informou que não pretende apresentar nova proposta e sustentou que a oferta representa o limite possível no atual cenário. Com isso, sindicatos avaliam a realização de novas assembleias diante do quadro nacional e da possibilidade de paralisações a partir de 10 de setembro.
O calendário passou a pesar na negociação porque a assinatura dos acordos interfere diretamente no pagamento da PLR. Segundo o Banco, a primeira parcela será liberada em até 72 horas após a conclusão de todas as assinaturas, enquanto a formalização do ACT ainda em outubro é necessária para preservar o pagamento final previsto para fevereiro de 2027.
A CONTEC também busca ampliar o prazo de adesão aos instrumentos coletivos. O dia 11 de setembro foi apresentado como limite inicial da FENABAN, mas as entidades tentam estender esse período até o dia 13. A Confederação alerta ainda que a não assinatura pode afetar a PLR e direitos previstos exclusivamente nos acordos coletivos. A orientação é que as bases avaliem o cenário com clareza sobre os impactos de cada decisão, enquanto a CONTEC segue acompanhando as assembleias e as negociações com o Banco do Brasil.
