O Itaú Unibanco registrou lucro recorrente recorde de R$ 12,6 bilhões no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 6,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o jornal Valor Econômico, o resultado superou as estimativas dos analistas e foi acompanhado pela expansão dos empréstimos, com destaque para o financiamento imobiliário, o crédito consignado e as operações com pequenas e médias empresas.
Mesmo diante de um cenário econômico mais difícil, o banco ampliou a carteira de crédito para R$ 1,54 trilhão, avanço de 10,4% em um ano. O desempenho reflete a maior participação de modalidades consideradas mais seguras, como o financiamento de imóveis e os empréstimos com desconto em folha, em relação a linhas de maior risco, como o cartão de crédito.
Em nota, o presidente do Itaú, Milton Maluhy Filho, atribuiu o desempenho à estratégia de longo prazo da instituição, à disciplina na gestão e à qualidade dos empréstimos concedidos. O executivo também afirmou que o banco mantém investimentos em tecnologia e inteligência artificial, ao mesmo tempo em que amplia a rentabilidade. As operações com micro, pequenas e médias empresas tiveram o maior crescimento anual entre os segmentos apresentados, impulsionadas por linhas de programas governamentais. O crédito para pessoas físicas e grandes empresas também avançou, contribuindo para o aumento da carteira e das receitas obtidas com as operações financeiras.
A inadimplência apresentou leve alta e encerrou setembro em 2%, ante 1,9% em junho. Entre as pessoas físicas, o indicador permaneceu estável na comparação trimestral, enquanto nos pequenos e médios negócios houve aumento, atribuído pelo banco ao fim dos períodos de carência de programas governamentais, quando as empresas passam a pagar as parcelas dos empréstimos. O Itaú também informou que vendeu carteiras de crédito durante o trimestre, o que contribuiu para conter os índices de inadimplência. Apesar do aumento das despesas destinadas a cobrir possíveis perdas com calotes, outros indicadores de qualidade dos empréstimos permaneceram estáveis ou apresentaram melhora.
Fonte: Valor Econômico.
