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Saúde Caixa segue sem acordo após nova proposta de custeio

CONTEC cobra proteção aos aposentados, revisão da 13ª mensalidade e maior participação da Caixa no financiamento do plano

postado Paulo Melo

O Saúde Caixa segue sem acordo após nova rodada de negociação entre a CONTEC e a Caixa. Na reunião desta sexta-feira (14), em São Paulo, a o banco apresentou alternativa de custeio baseada principalmente na cobrança por beneficiário e por faixas etárias, mas a proposta manteve pontos de divergência, sobretudo pelo impacto sobre os aposentados e pela participação da Caixa no financiamento do plano. O modelo apresentado prevê piso mínimo de contribuição, limite de comprometimento da renda de 12% e manutenção das 13 mensalidades.

“Uma solução estrutural para o Saúde Caixa não pode recair exclusivamente sobre os beneficiários”, afirmou o coordenador da Mesa de Negociação CONTEC/Caixa, William Louzada.

Segundo dados apresentados pela Caixa, o plano acumulou resultado operacional negativo de aproximadamente R$ 410 milhões entre janeiro e julho de 2026, e a empresa informou ainda que cerca de 87 mil beneficiários possuem isenção total ou parcial em razão do limite de comprometimento da renda. Um dos principais alertas feitos durante a negociação foi em relação aos aposentados, já que a Confederação questionou o aumento dos valores nas faixas etárias mais altas e defendeu que idade e renda sejam analisadas de forma conjunta. A Caixa admitiu realizar novas simulações para tentar suavizar o impacto, especialmente na faixa acima de 59 anos.

Também entrou em discussão a contribuição mínima, diante da avaliação apresentada na mesa de que o modelo precisa enfrentar os casos de beneficiários que hoje contribuem com valores muito baixos ou não possuem contribuição efetiva, sem criar uma cobrança desproporcional para quem tem menor renda. A 13ª mensalidade voltou a ser contestada, e a CONTEC defendeu a revisão, enquanto a Caixa informou que pode simular a diluição desse valor nas 12 parcelas regulares. Para Louzada, a discussão também precisa alcançar os obstáculos estruturais do plano.

“A discussão precisa avançar também sobre os fatores estruturais que limitam a participação da empresa”, destacou o coordenador.

Nesse ponto, a CONTEC voltou a cobrar o debate sobre o teto de 6,5% relacionado ao custeio e os efeitos do CPC 33, enquanto a Caixa deverá apresentar novas simulações nas próximas rodadas. A reunião também trouxe avanços na promoção por mérito, e, para o ano-base 2026, a Caixa reduziu exigências e incorporou reivindicações apresentadas pelas entidades, com previsão de pagamento em janeiro de 2027. Também foram tratados temas como desenvolvimento de lideranças, certificações profissionais e valorização das carreiras técnicas.

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