A Bancada dos Trabalhadores da Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) manifestou de forma firme sua contrariedade à proposta apresentada pela Bancada dos Empregadores na última reunião da comissão, realizada em dezembro. O pedido patronal pretende prorrogar o prazo de vigência do item 1.5 da Norma Regulamentadora nº 01 (NR-01), que trata do gerenciamento dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho.
Entre os representantes da classe trabalhadora na comissão está Washington Santos, (Maradona,) que representa a União Geral dos Trabalhadores (UGT) na e é coordenador da Bancada dos Trabalhadores na CTPP
Para ele é inadmissível que isso aconteça em um momento que se fala tanto de doenças mentais, onde uma escala 6×1 é tão forte que atingi diretamente a saúde do trabalhador (a).
“Vivemos em um tempo que a saúde mental está sendo amplamente debatida, sendo uma das causas o excesso de trabalho e a escala 6×1. Não podemos adiar e deixar mais pessoas adoecerem para tomar providências”.
Para os representantes dos trabalhadores, adiar a aplicação dessa medida significa ignorar uma realidade cada vez mais presente no cotidiano laboral: o aumento do adoecimento mental e físico provocado por pressão constante, metas abusivas, jornadas exaustivas, sobrecarga e situações de assédio moral.
Os riscos psicossociais, ressaltam os representantes, são concretos e já impactam a vida de milhares de trabalhadores e trabalhadoras, causando estresse extremo, ansiedade, depressão e outros problemas que levam a afastamentos, sofrimento pessoal e consequências também para as famílias.
Diante desse cenário, a Bancada dos Trabalhadores reforça seu compromisso com a defesa da vida e da dignidade da classe trabalhadora e afirma que a plena vigência do item 1.5 da NR-01 é uma medida necessária e urgente.
A posição também é compartilhada por outras centrais sindicais do país, que igualmente manifestaram repúdio à proposta de adiamento, entre elas a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST).
Para o movimento sindical, a posição é clara: a saúde e a vida dos trabalhadores
