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Empregados da Caixa aprovam greve por tempo indeterminado

Paralisação começa em 10 de setembro após ampla rejeição à proposta de acordo coletivo

postado Paulo Melo

A tentativa da Caixa Econômica Federal de fechar o Acordo Coletivo de Trabalho sem resolver as principais insatisfações dos empregados terminou em greve. Após rejeição superior a 90% em diversas assembleias pelo país, os trabalhadores aprovaram paralisação por tempo indeterminado a partir de quinta-feira, 10 de setembro, em uma reação que tem como principal foco o Saúde Caixa. Segundo a CONTEC, a proposta apresentada pelo banco amplia os custos para os beneficiários e, em alguns casos, pode representar aumento de cerca de 50% sobre os valores pagos atualmente.

De acordo com a Confederação, as mudanças no plano de saúde foram apresentadas apenas na reta final das negociações, sem tempo suficiente para que empregados, aposentados e representações sindicais pudessem discutir os impactos das novas regras, avaliar alternativas e propor ajustes antes que o texto fosse submetido às assembleias.

A falta de clareza sobre o aporte financeiro da própria Caixa para a manutenção do plano também entrou no centro das críticas. Diante da resistência que já vinha sendo demonstrada antes mesmo das votações, a CONTEC procurou a direção do banco e defendeu que o Saúde Caixa fosse retirado do ACT, permitindo que as demais cláusulas avançassem enquanto o plano de saúde fosse discutido separadamente até o fim do ano, com mais tempo para avaliar os impactos e buscar uma alternativa considerada mais equilibrada.

Com a rejeição da proposta nas bases sindicais, a CONTEC formalizou à Caixa a comunicação de greve, nos termos da Lei nº 7.783/1989, fixando o início da paralisação para 10 de setembro.

“A CONTEC, nos termos da Lei de Greve e tendo em vista a rejeição da proposta patronal pelas assembleias gerais, comunica que haverá greve dos funcionários da Caixa a partir de 10 de setembro de 2026 e por tempo indeterminado”, afirmou o presidente da entidade, Lourenço Prado.

Apesar da decisão das assembleias, Lourenço reforçou que ainda existe espaço para uma solução negociada antes do início da paralisação e que a Confederação permanece aberta à retomada das tratativas.

“Permanecemos à disposição da Caixa para novas tratativas e para a construção de uma proposta que possa impedir a paralisação e viabilizar a celebração do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2028”, acrescentou.

Para a CONTEC, o resultado das assembleias evidencia que a proposta apresentada pela Caixa não encontrou respaldo entre os empregados e exige uma nova rodada de negociação, especialmente sobre o Saúde Caixa. Sem uma nova proposta capaz de superar o impasse, a greve permanece mantida para começar em 10 de setembro, por tempo indeterminado.

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