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COE Itaú CONTEC avança na renovação do ACT MACRO e questiona metas do banco 

postado Paulo Melo

A COE Itaú CONTEC avançou na ampliação da proteção aos bancários demitidos e cobrou explicações sobre o aumento das metas em reunião virtual com o banco na última terça-feira (20). O encontro também tratou da renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) Macro, que vence em 31 de dezembro de 2026, e das dificuldades dos empregados com os prazos das certificações ANBIMA.

Após reivindicação apresentada pela COE em 6 de outubro, o Itaú concordou em ampliar o alcance do Programa Especial Temporário de Recolocação Profissional, Educação e Indenização, conforme CCT Aditiva.  A proteção, antes vinculada às demissões decorrentes do fechamento de agências, vai passar a contemplar desligamentos nas unidades abrangidas pela proposta, independente do encerramento da agência. O entendimento inclui agências físicas do varejo, segmentos de aposentados, agro e servidor público, além de agências digitais, com exceção do íon. Ficaram de fora o segmento empresas, os cargos de superintendente e gerente regional e os pedidos de demissão.

“A ampliação dessa proteção é um avanço da negociação, porque alcança trabalhadores que antes ficavam fora do programa. Vamos avaliar a redação da minuta para conferir como esse entendimento será formalizado e continuar a cobrança pelos pontos que ainda não foram atendidos”, afirmou Eduardo Israel, coordenador da COE Itaú CONTEC.

Na discussão sobre metas, a comissão apresentou demandas de duplicação dos objetivos após a mudança do Uniclass para plataformas desvinculadas das agências, sem aumento da base de clientes. Também questionou a redução dos ponderadores, pesos atribuídos aos produtos no cálculo dos resultados, que dificulta o cumprimento das exigências. O banco atribuiu as alterações à estratégia de negócio, mas não esclareceu os critérios adotados. A comissão também reivindicou que mais produtos e serviços destinados a clientes considerados vulneráveis sejam contabilizados, além de crédito e renegociação de dívidas. 

“Os bancários relatam aumento das cobranças sem mudança na carteira de clientes, ao mesmo tempo que produtos passam a valer menos no resultado. O banco precisa explicar esses critérios e reconhecer o trabalho exigido em cada atendimento”, destacou o coordenador. 

Na renovação do ACT Macro, permanece a divergência sobre a ajuda de custo do trabalho remoto. O Itaú pretende, a partir de 2027, limitar o pagamento aos casos que considerar enquadrados na regra de preponderância prevista na Convenção Coletiva de Trabalho. A COE manifestou discordância, e a discussão continua aberta. O banco também apresentou proposta de um termo de validação da participação nos resultados, com assinatura do empregado e do sindicato, que será submetido à análise da comissão. Entre os indicadores dos instrumentos atuais, o banco destacou a concessão de 456 bolsas de auxílio-educação em 2026, aumento no índice de acertos na validação do ponto eletrônico e um panorama sobre o banco de horas.

Sobre as certificações ANBIMA, a Comissão cobrou esclarecimentos quanto aos prazos, às dificuldades nas provas e às consequências para quem não concluir o processo.  Em relação à renovação do ACT Macro, apesar das divergências, a COE avalia que houve avanços na negociação. O Itaú disponibilizará em breve a minuta para análise e avaliação dos pontos discutidos.

A coordenação da COE manterá as bases informadas sobre os próximos passos a serem tomados.

 

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