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Mercantil negocia programa próprio de PLR e assembleias serão em 4 de novembro

Proposta preserva a PLR prevista na Convenção Coletiva como garantia mínima e estabelece critérios próprios para o pagamento aos trabalhadores

postado Paulo Melo

Os trabalhadores do Banco Mercantil serão chamados a deliberar, no dia 4 de novembro, sobre o Acordo Coletivo de Trabalho que regulamenta o Programa Próprio de Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) para 2026. O programa próprio funciona de forma integrada à PLR prevista na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria bancária. Na apuração definitiva, será considerado o maior valor entre aquele calculado pelas regras do programa do Mercantil e o apurado pela regra básica da CCT/Fenaban.

Os valores pagos pelo programa próprio serão compensados com a regra básica da PLR prevista na Convenção Coletiva. A Parcela Adicional de Participação nos Lucros ou Resultados prevista na CCT não será considerada nessa compensação. Com isso, o programa permite que o trabalhador possa alcançar um valor superior ao previsto pela regra básica da Convenção, conforme o desempenho do banco e o cumprimento dos critérios definidos no acordo, mantendo a PLR convencional como referência mínima.

A antecipação da primeira parcela da PLR já foi paga pelo Banco Mercantil de acordo com as regras da Convenção Coletiva. A apuração definitiva ocorrerá após o fechamento dos resultados de 2026, com pagamento da parcela final nas mesmas datas estabelecidas para a PLR da categoria. O valor já antecipado será descontado do total apurado.

O modelo já é adotado pelo Banco Mercantil há anos. A proposta registra que o programa próprio é negociado entre o banco, os empregados e as entidades sindicais desde 2007. Pelo acordo, a avaliação para pagamento da PLR será dividida entre as dimensões Corporativa e Individual. Na parte corporativa, serão considerados o lucro líquido, os KPIs corporativos e os KPIs de área. A dimensão individual terá indicadores específicos conforme o perfil de atuação de cada empregado.

Para a distribuição dos múltiplos salariais relacionados à dimensão corporativa, o Banco Mercantil deverá atingir pelo menos 80% da meta de lucro líquido estabelecida para o exercício. Para 2026, o regulamento fixa uma meta anual de R$ 1,2 bilhão. Na composição dos indicadores corporativos, o lucro líquido terá peso de 50%, os KPIs corporativos representarão 20% e os KPIs de área, 30%. As metas e os resultados poderão ser acompanhados pelos empregados por meio dos sistemas internos do banco.O regulamento também estabelece diferentes múltiplos salariais conforme o perfil profissional. Para diversos cargos da rede comercial, como gerentes, agentes comerciais e escriturários, estão previstos 2,2 salários na dimensão corporativa. Para os demais cargos classificados como staff, o valor previsto é de três salários. Outras funções possuem composição entre as dimensões corporativa e individual.

Todos os empregados do Banco Mercantil admitidos até 31 de dezembro de 2026 são elegíveis ao programa, observados os critérios previstos no acordo. O texto também estabelece regras para afastamentos, admissões ao longo do ano e desligamentos.

A CONTEC orienta as entidades sindicais a acompanharem o processo e realizarem as assembleias no dia 4 de novembro, assegurando a participação dos trabalhadores na análise e votação da proposta. A proposta já foi disponibilizada na íntegra aos sindicatos, e o link para participação nas assembleias será liberado no dia 3 de novembro, a partir das 11h.

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