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Lula avalia mudanças no comando do Banco do Brasil e da Caixa

Presidente reeleito analisa trocas nos bancos públicos em paralelo à formação da Esplanada dos Ministérios

postado Paulo Melo

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já avalia mudanças no comando de estatais, entre elas o Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal, em paralelo à formação da Esplanada dos Ministérios, segundo integrantes do Executivo. Tarciana Medeiros, que preside o BB desde o início de 2023, deve deixar o cargo. No governo, segundo o jornal O Globo, a saída dela é considerada praticamente certa. Pesam contra a permanência a queda nos lucros do banco e a avaliação de que é natural haver troca nesse tipo de cargo.

Pelas regras em vigor, cabe ao presidente da República escolher o comando do BB. Próxima à primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja, Tarciana pode ser deslocada para alguma pasta da área social. O BB lucrou R$ 20,7 bilhões em 2025, 45,4% menos que em 2024, quando teve o maior resultado de sua história. O desempenho foi pressionado pela inadimplência no agronegócio e por novas regras contábeis. A piora continuou neste ano: no primeiro semestre, o lucro líquido ajustado somou R$ 7,3 bilhões, 34% abaixo do mesmo período de 2025. No segundo trimestre houve leve alta, de 3,3%, para R$ 3,9 bilhões, mas sobre uma base fraca, porque um ano antes o lucro havia recuado 60%. Em maio, o banco cortou a projeção de lucro para 2026, de uma faixa de R$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões para R$ 18 bilhões a R$ 22 bilhões.

No comando da Caixa há quase três anos, Carlos Vieira foi indicado por Arthur Lira (PP-AL) quando o deputado presidia a Câmara. Eleito senador por Alagoas no último dia 4, Lira não apoiou Lula na eleição. O presidente avalia bem o trabalho de Vieira, mas o executivo só permaneceria na cota pessoal de Lula. O mandante do país precisará formar uma base de apoio no Congresso para garantir a governabilidade, num cenário mais adverso na próxima legislatura. Além das presidências, o governo poderá negociar vice-presidências dos dois bancos.

FONTE: O GLOBO 

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