A CONTEC voltou a cobrar do Banco do Brasil respostas para reivindicações antigas dos trabalhadores durante nova rodada de negociação da Campanha Nacional dos Bancários 2026, realizada nesta quinta-feira (23). A reunião tratou de saúde, segurança, ambiente de trabalho e direitos dos empregados oriundos de instituições incorporadas pelo banco. Também foram debatidas medidas de proteção aos trabalhadores afastados, igualdade de direitos e melhorias nos mecanismos de acompanhamento e defesa das vítimas de assédio moral e sexual.
Apesar da apresentação de demandas objetivas, parte dos pontos permanece sem solução. O secretário-geral da CONTEC, David Zaia, criticou a demora dos bancos em responder às reivindicações da categoria.
“Todas as vezes, os bancos dizem que precisam discutir mais e que precisam de mais tempo. Só que o tempo está p
assando”, afirmou.
O calendário de negociações inclui reuniões com o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Fenaban. Mesmo com o ritmo intenso das mesas, as instituições ainda não apresentaram respostas concretas para problemas que afetam diariamente os trabalhadores, como metas abusivas, pressão constante e condições inadequadas de trabalho. No caso do Banco do Brasil, a CONTEC cobrou atenção especial aos funcionários de instituições adquiridas pelo banco que ainda não possuem os mesmos direitos dos demais empregados.
“Os bancos precisam melhorar as condições de trabalho e dar mais atenção aos trabalhadores. Para avançarmos e termos força na negociação, é importante mobilizar e mostrar a insatisfação com essa situação”, disse Zaia.
O coordenador da Comissão de Negociação com o Banco do Brasil, Gilberto Vieira, destacou que algumas das reivindicações relacionadas aos bancos incorporados estão pendentes desde 2008 e 2009.
“São pedidos antigos, que foram renovados porque não foram atendidos até hoje. Temos a expectativa de que, neste ano, o banco resolva alguma coisa”, completou.
Entre os avanços sinalizados pelo Banco do Brasil está o fornecimento de informações de assiduidade aos dirigentes sindicais. Segundo Vieira, o acesso permitirá que as entidades tenham melhores condições de orientar os trabalhadores representados. A comissão também conseguiu incluir na rodada quatro cláusulas que estavam fora da discussão inicial. Duas delas tratam especificamente da previdência e da assistência médica dos empregados de instituições incorporadas. Vieira ressaltou que as reivindicações encaminhadas pelos trabalhadores são analisadas pela comissão antes de serem levadas à mesa de negociação.
“A gente recebe os pedidos e as solicitações, procura responder aos e-mails e às mensagens e aproveita tudo o que pode ser incorporado. Os empregados do Banco do Brasil podem contar com a gente na mesa de negociação”, concluiu.
A CONTEC aguarda agora uma devolutiva do Banco do Brasil e reforça que a mobilização da categoria será fundamental para pressionar por respostas e avanços concretos.

