A sinalização inicial do Santander foi considerada positiva pela CONTEC após a entrega da minuta com as reivindicações dos trabalhadores para a renovação dos acordos específicos. A negociação ocorreu nesta quarta-feira (22), na sede do banco, em São Paulo, e tratou da Participação nos Programas de Resultados do Santander (PPRS), das garantias dos empregados oriundos do Banespa, da inclusão de pessoas com deficiência e da concessão de bolsas de estudo, entre outros temas.O coordenador da Comissão de Organização dos Empregados do Santander pela CONTEC, Gustavo Valfrido, avaliou que há espaço para avanços. Segundo ele, apesar dos questionamentos apresentados, o banco demonstrou disposição para construir um entendimento.
“A gente sai daqui bastante animado, porque a sinalização do banco é positiva. Entendemos que existe uma possibilidade tranquila de renovação. Foram feitos alguns questionamentos sobre pessoas com deficiência, bolsas de estudo e outros temas, mas o banco avalia que há espaço para avançar”, afirmou.
Entre as prioridades estão a renovação das cláusulas específicas dos empregados do antigo Banespa e a definição de um novo acordo da PPRS, com validade de dois anos e ampliação dos valores destinados aos funcionários.
“A renovação do pessoal do Banespa é muito importante. Também temos a PPRS, que representa recursos adicionais à PLR e que entram diretamente no bolso do bancário. Esperamos fechar essa pauta por dois anos e garantir um bom aumento no valor distribuído aos funcionários do Santander”, disse.
O presidente da CONTEC, Lourenço Prado, que também participou da reunião, criticou as mudanças conduzidas pela atual gestão da Caixa Beneficente dos Funcionários do Banco do Estado de São Paulo (Cabesp). Segundo ele, o baixo comparecimento à votação não representa a vontade da maioria dos beneficiários do fundo de assistência à saúde.
“Havia milhares de interessados e aptos a votar, mas compareceram apenas cento e poucos votantes. No entanto, a Cabesp está, teimosa e obstinadamente, implantando essas mudanças, desconsiderando que a maioria dos beneficiários do Fundo de Assistência à Saúde dos empregados do Banespa não deseja as alterações propostas pela atual gestão, que tem dirigido a instituição de forma injusta e inoportuna ”, reforçou.
Apesar da avaliação positiva, a CONTEC ressalta que ainda não há acordo e que os avanços dependem de respostas efetivas do banco.
“Não é momento de comemorar. É momento de trazer o bancário para a luta e mostrar que precisamos estar unidos nesta campanha salarial para conquistar melhores condições de vida e de trabalho, especialmente para os funcionários do Santander”, concluiu o coordenador.
A próxima reunião ficou marcada para terça-feira, 28 de julho, no período da tarde. O formato, presencial ou virtual, ainda será definido. As partes devem dar continuidade à análise da minuta e discutir os pontos pendentes.

