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Fenaban congela piso, tenta dividir bancários e tem proposta rejeitada pela CONTEC

Entidade sindical classifica proposta como “ridícula” e rejeitam reajuste por faixa salarial

postado Paulo Melo

A Fenaban chegou à mesa de negociação nesta quinta-feira (13) com uma proposta que, em vez de avançar na valorização dos bancários, abriu uma nova frente de confronto com a categoria. Os bancos propuseram reajustes diferentes de acordo com a faixa salarial, nenhum aumento para o piso e uma correção considerada insuficiente para vale-refeição e vale-alimentação, mas a CONTEC rejeitou a proposta ainda na mesa de reunião realizada em São Paulo.

Para o presidente da CONTEC, Lourenço Prado, não havia espaço para aceitar uma proposta que deixa justamente o piso salarial sem qualquer correção e cria tratamentos diferentes dentro da própria categoria.

“A proposta que a Fenaban apresentou hoje em mesa foi rejeitada, porque, primeiramente, não haver reajustamento salarial para o piso é inaceitável. O reajustamento da cesta alimentação e do vale-ticket na forma proposta pela Fenaban também é inaceitável.”

Lourenço também criticou diretamente a tentativa de criar percentuais diferentes para salários maiores, médios e menores.

“Esse projeto ‘Robin Hood’ não funciona, você tirar de quem ganha mais para quem ganha menos.”

O secretário-geral da CONTEC, David Zaia, foi ainda mais direto ao classificar essa nova apresentação dos bancos como “uma proposta ridícula”.  Zaia afirmou ainda que a CONTEC não aceita a divisão dos trabalhadores por faixa salarial, nem o congelamento do piso.

“A gente precisa de uma participação mais ativa ainda nesta campanha salarial, com manifestações, com protestos, para que a gente possa, na próximas negociações, ter uma proposta dos bancos que atenda às nossas reivindicações, que são aumento que reponha a inflação e tenha aumento real, valorização do tíquete e valorização do piso. Participem, a opinião de cada um de vocês é importante para embasar os rumos da mesa de negociação”, disse. 

O presidente da FEEB-PR, Gladir Antônio Basso, também classificou a proposta como incompatível com os resultados do setor financeiro e relacionou a postura dos bancos ao fechamento de agências e à redução dos postos de trabalho no setor em todo país.

“Se nós vermos que, em julho de 2026, foram 67 agências fechadas, consequentemente milhares de bancários sendo desempregados, e essa condição que hoje deveria apresentar uma proposta não aconteceu.”

Na mesma linha, o presidente da FEEB AL/PE/RN, Luiz Gustavo de Pádua Walfrido, acusou a Fenaban de tentar dividir os bancários e prolongar uma negociação que já deveria ter avançado para uma proposta econômica concreta.

“Infelizmente, a Fenaban vem com mais enrolação. Apresenta uma proposta para dividir a categoria e  sugere reajuste escalonado por faixa salarial. Estamos aqui para melhorar a vida dos bancários, não para colocarmos todos eles em cheque. Isso não pode acontecer”, destacou. 

Com a proposta rejeitada, a campanha salarial entra em uma fase de maior pressão sobre os bancos. As entidades prometem intensificar manifestações e protestos até a nova rodada do dia 18 de agosto.  O recado da CONTEC é que a Fenaban já teve tempo para conhecer as reivindicações e avaliar a capacidade econômica do setorA próxima reunião será no Hotel Laghetto Stilo São Paulo,  no bairro Paraíso, na capital paulista.

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