O Santander não apresentou proposta para o Programa de Participação nos Resultados Santander (PPRS) e manteve pendências importantes na rodada de negociação com a CONTEC e a Comissão de Organização dos Empregados (COE), nesta sexta-feira (14), em São Paulo. O banco informou que aguarda a definição do índice geral da categoria para avançar no principal ponto econômico da pauta. A expectativa da representação dos trabalhadores era sair da reunião com respostas mais concretas, especialmente sobre o PPRS, que tem impacto direto na remuneração dos empregados.
“O principal ponto aqui é a questão do PPRS, que é dinheiro que vai entrar na mão do bancário. Então isso é o que pesa, o que pesa nessa convenção coletiva”, afirmou o Coordenador da COE Santander/CONTEC, Gustavo de Pádua Walfrido.
Segundo o relato da mesa, o Santander se limitou a informar que aguarda o índice geral para definir qual proposta apresentará para o programa. A Confederação mantém a cobrança para que o tema tenha uma solução efetiva nas próximas rodadas.
“A gente esperava que o banco hoje fosse mais forte e concedesse já aquelas questões que a gente ponderou, mas eu acho que a luta continua. Nós estamos agendando uma próxima rodada de negociação, aguardando a conclusão dessa, porque o mais importante para a gente é resolver a questão do PPRS”, destacou Walfrido.
A rodada também tratou das bolsas de estudo. Nesse ponto, o banco sinalizou a possibilidade de ampliar o benefício. Já em relação à bolsa combustível, o Santander alegou dificuldade para atender à reivindicação, sob o argumento de que já possui uma política própria para o tema. Outro ponto considerado fundamental pela representação dos trabalhadores é a manutenção da cláusula destinada aos empregados oriundos do antigo Banespa. A entidade sindical defende a preservação das garantias já conquistadas por esse grupo.
A reunião ainda abordou o acesso dos dirigentes sindicais às informações internas do banco. O Santander apontou restrições relacionadas ao sigilo para permitir acesso aos sistemas, mas indicou a possibilidade de melhorar a comunicação sobre mudanças que afetem os empregados. Questões relacionadas às visitas às agências e à sindicalização também entraram na pauta e, segundo a representação, não encontraram resistência por parte do banco.


