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Bancários aprovam minuta e preparam entrega de reivindicações aos bancos

Documento será apresentado aos banqueiros no dia 24 de junho e marca o início formal da negociação coletiva da Campanha Salarial de 2026

postado Paulo Melo

52º Encontro Nacional dos Bancários da Contec terminou nesta sexta-feira, em São Paulo, com a aprovação da minuta de reivindicações da categoria para a campanha salarial de 2026. O documento será entregue aos banqueiros no próximo dia 24 de junho e marca o início formal do processo de negociação coletiva.

Após dois dias de debates, dirigentes sindicais fecharam as principais propostas que serão levadas à mesa. A pauta inclui reajuste salarial com reposição da inflação e aumento real, valorização da Participação nos Lucros e Resultados, preservação dos empregos, combate ao fechamento de agências, controle das metas abusivas, atenção à saúde mental e requalificação profissional dos bancários diante das mudanças tecnológicas no setor financeiro.

Segundo o secretário-geral da Contec, Davi Zaia, a expectativa da categoria é avançar em novas conquistas sem abrir mão dos direitos já garantidos na atual convenção coletiva.

“Nossa expectativa é que a gente possa conseguir aumentar as cláusulas econômicas, ampliar as conquistas e, acima de tudo, ter uma nova convenção coletiva que preserve aquilo que a gente já tem. Também precisamos fazer adequações a essa nova realidade que os bancários estão vivendo, principalmente nas questões de saúde, das cobranças e da garantia do emprego”, disse.

Na pauta econômica, os bancários defendem reajuste com reposição integral da inflação mais 5% de aumento real. A minuta também propõe a adoção do piso salarial calculado pelo Dieese para todos os trabalhadores bancários e aumento nos valores pagos a título de PLR.

“Na parte econômica, especificamente, nós estamos reivindicando o reajuste da inflação mais 5% de aumento real e o piso salarial do Dieese para todos os bancários. Também queremos aumento na PLR. Apresentamos uma proposta que amplia os valores para que os bancários possam participar mais do lucro dos bancos”, afirmou Zaia.

A saúde dos trabalhadores aparece como um dos pontos centrais da campanha. A preocupação, segundo o dirigente, passa pelas questões psicossociais, agora também tratadas como exigência da NR-1. A cobrança é para que os bancos adotem programas claros de preservação da saúde, e não apenas medidas voltadas ao tratamento de doenças já instaladas.

“Na questão da saúde, há uma preocupação de acompanhar principalmente as questões psicossociais. Agora é uma exigência da NR-1 que os bancos implantem claramente programas de preservação da saúde, não só de tratamento da doença, mas de preservação da saúde”, declarou.

O controle das metas também entrou no centro da discussão. Para a Contec, a pressão excessiva sobre os trabalhadores está entre os principais fatores de adoecimento da categoria. Outro ponto destacado foi a requalificação profissional. O setor bancário passa por mudanças aceleradas, com avanço da inteligência artificial, digitalização dos serviços e fechamento de agências. Para o dirigente, os bancos precisam assumir responsabilidade na preparação dos trabalhadores para novas funções.

“Nós sabemos que o sistema está passando por imensas transformações, inclusive com a inteligência artificial. Mas é preciso oferecer oportunidade de requalificação. Empregos vão continuar existindo. As pessoas não necessariamente vão fazer aquilo que fazem hoje, mas vão fazer outras atividades”, afirmou.

Zaia também cobrou atenção ao fechamento de agências e à sobrecarga das unidades que permanecem em funcionamento.Com a minuta aprovada, a Contec agora orienta os sindicatos nos estados a realizarem assembleias, apresentarem a pauta aos trabalhadores e ampliarem a mobilização da categoria.

 

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