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Bradesco obtém licença e avança para atuar como banco digital no México

postado Assessoria Igor

O Bradesco deu mais um passo para avançar no México como banco digital. A Bradescard México, subsidiária do conglomerado, recebeu autorização do Banco Central brasileiro e da Comissão Nacional Bancária e de Valores (CNBV) mexicana para concluir a compra da Ictineo, uma instituição financeira popular (sofipo), anunciada em 2022 por valor não informado à época. No futuro, o banco quer transformar a operação em um misto de Bradesco Expresso, sua rede de correspondentes, com banco digital: atendimento físico com custo baixo e plataformas online para os clientes que preferirem. A marca com que atuará ainda não foi definida.

A Bradescard tem cerca de 3 milhões de clientes no México, que detêm cartões de crédito emitido em parcerias com cinco varejistas, uma delas a C&A. A ideia é oferecer um banco digital a essa base a partir da modernização da “sofipo”, que dependerá de uma nova autorização da CNBV. Feito o reforço, virão cartão de débito e contas digitais. Espera-se que o processo esteja concluído no ano que vem.

Alexandre Monteiro, diretor da Bradescard México, afirma que o mercado mexicano está de cinco a dez anos atrasado em relação ao brasileiro quando o assunto são serviços bancários. Tanto é que em algumas redes de loja, 35% dos clientes que chegam à Bradescard nunca tiveram um cartão de crédito antes. Para o Bradesco, é uma oportunidade de ganhar espaço e ampliar a rentabilidade no país, em que o banco opera há alguns anos.

Nubank também está na briga por clientes mexicanos

Esta disputa promete ter pelo menos dois brasileiros: o México é a maior aposta do Nubank fora do Brasil. A fintech desembarcou por lá com o cartão de crédito em 2019, e no ano passado, lançou uma conta digital. A estratégia também foi a de comprar uma “sofipo” para ofertar mais produtos. No ano passado, o Nu pediu uma licença bancária no país, em que somava 4,3 milhões de clientes em setembro.

A Bradescard acredita que terá a vantagem de operar tanto no modelo físico quanto no digital. O online será desenvolvido após o aval da CNBV, enquanto o físico seguirá o que existe hoje: as lojas dos parceiros contam com um promotor da empresa que faz a emissão dos cartões, em um modelo mais barato que o de uma rede física tradicional.

Na “nova era” do Bradesco, com o plano estratégico do presidente do banco, Marcelo Noronha, a Bradescard acredita que a experiência no México pode dar contribuições importantes na digitalização do conglomerado, com um custo de atendimento mais baixo, e na internacionalização dos negócios. Se nos Estados Unidos e na Europa, o foco é na alta renda, no México é na base da pirâmide, que é o “coração” do banco no Brasil.

Fonte: Estadão

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