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Desenrola 2.0 permitirá uso do FGTS apenas para quitar total da dívida

postado Assessoria

O programa Desenrola 2.0, que o governo Lula deve lançar nos próximos dias para ajudar brasileiros endividados a resolverem suas pendências financeiras, permitirá o uso do dinheiro do FGTS para que o trabalhador renegocie dívidas inadimplentes apenas se o valor que ele tem poupado cobrir o total do débito.

A coluna apurou junto a integrantes do Ministério da Fazenda que os recursos não poderão ser usados para amortizar as dívidas.

Em um exemplo concreto: se a pessoa tem uma dívida de R$ 2 mil e saldo suficiente no FGTS para pagar o valor completo, ela poderá usar o recurso.

Se, no entanto, sua dívida for de R$ 2.500 e o saldo não cobrir o total, ela será impedida de acessar o fundo para esse fim.

O uso de recursos do FGTS foi colocado em dúvida por aspectos jurídicos, mas, de acordo com o Ministério da Fazenda, ele será, sim, permitido.

O ministro da Fazenda, Dario Durignan, se encontrará nesta segunda (28) com representantes de bancos brasileiros em São Paulo para discutir detalhes do programa e superar divergências que ainda persistem.

O governo estabeleceu um novo teto para a cobrança de juros sobre débitos renegociados: 1,99%, menor do que os 2,5% até então anunciados.

O diálogo marcado para esta segunda vista justamente acertar esse valor.

A ideia do Desenrola 2.0 é que as instituições financeiras deem descontos de até 80% sobre o valor devido, e que o governo, em contrapartida, entre com a garantia.

Ou seja, se a pessoa não honrar o acordo, o governo paga a dívida por ela.

Apenas pessoas que ganham até cinco salários mínimos, ou R$ 8.105,00 serão contempladas.

O endividamento das famílias, especialmente as de baixa renda, é visto pelo governo como um dos maiores empecilhos eleitorais para que Lula recupere a aprovação de seu governo, pavimentando o caminho para a sua reeleição.

De acordo com o Datafolha, a avaliação negativa do governo Lula (PT) se manteve estável em 40% pesquisa divulgada em abril, enquanto a positiva foi de 32% para 29% em relação ao levantamento anterior, feito no início de março.

Consideraram o governo regular 29%, ante 26% na rodada anterior. A margem de erro do levantamento, feito entre os dias 7 e 9, de terça é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Fonte: Mônica Bergamo/FOLHA DE SP

www.contec.org.br

 

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