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FMI e Banco Mundial alertam para efeitos do conflito em Gaza e riscos de propagação

postado Assessoria Igor

FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Mundial alertaram, nesta segunda-feira (12), que a guerra em Gaza e os ataques a navios mercantes no Mar Vermelho representam uma ameaça para a economia global.

A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, disse na Cúpula Mundial de Governos em Dubai que a guerra em Gaza entre Israel e o movimento palestino Hamas, que eclodiu em outubro, já prejudicou as economias do Oriente Médio e do Norte da África.

“O que mais temo é um prolongamento do conflito porque o risco de ele se espalhar aumenta”, disse Georgieva.

“Neste momento vemos um risco de propagação no Canal de Suez”, disse, referindo-se à passagem que liga o Mediterrâneo ao Mar Vermelho, águas onde os rebeldes huthis do Iêmen lançaram uma série de ataques contra navios que consideram vinculados a Israel.

Os rebeldes iemenitas, um movimento alinhado com o Irã, afirmam agir em solidariedade com os palestinos de Gaza.

O conflito em Gaza eclodiu depois de um ataque do Hamas no sul de Israel que deixou 1.160 mortos, a maioria civis, segundo uma contagem da AFP baseada em dados oficiais das autoridades israelenses.

Em resposta, Israel prometeu “aniquilar” o Hamas, que governa Gaza desde 2007, e o Ministério da Saúde deste movimento islamista afirma que 28.340 pessoas morreram desde o início da guerra neste território palestino, a maioria civis.

O presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, afirmou no mesmo evento que “o que está acontecendo em Gaza, mas também os desafios da Ucrânia (…) e do Mar Vermelho”, são os principais desafios para as perspectivas da economia mundial.

“POUSO SUAVE”

Na Cúpula em Dubai, Georgieva também disse estar “muito confiante” de que a economia global verá um pouso suave, acrescentando que as taxas de juros começarão a cair em meados desse ano.

“Estamos muito confiantes de que a economia mundial agora está preparada para esta aterrissagem suave com que temos sonhado”, depois de alguns dos aumentos mais acentuados das taxas de juro em décadas, afirmou.

Sobre a perspectiva de redução das taxas de juro nas principais economias, como os Estados Unidos, ela acrescentou: “Espero ver em meados do ano as taxas de juro caminhando na direção que a inflação tem seguido neste último ano.”

Fonte: Folha de S. Paulo

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