O Governo Federal finalizou um novo pacote de reestruturação de carreiras e salários do funcionalismo e deve enviar a proposta ao Congresso Nacional nos próximos dias.
O projeto, que integra a agenda de reorganização administrativa da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi apresentado nesta segunda-feira (1º/12) e altera regras de mais de 20 áreas, cria cargos, reajusta vencimentos e modifica estruturas internas de órgãos federais.
Segundo o Ministério da Gestão e Inovação (MGI), o impacto financeiro anual estimado é de R$ 4,2 bilhões, valor que já foi incorporado na proposta orçamentária de 2026. As mudanças atingem cerca de 200 mil servidores, entre ativos e aposentados.
A iniciativa inclui não só o texto central do Projeto de Lei de Gestão de Pessoas, mas também medidas já encaminhadas, como a reestruturação do plano especial do Ministério da Educação (MEC) e o reajuste das forças de segurança do Distrito Federal e de policiais militares dos ex-territórios (Amapá, Rondônia e Roraima).
Criação de cargos e reorganização interna
O pacote prevê a criação de 8.825 novos cargos efetivos, sendo 8.600 para universidades federais e 225 para a Anvisa. Esses postos só serão preenchidos após concursos públicos.
Ao mesmo tempo, o governo pretende transformar 9.981 cargos vagos em 7.937 novas funções, principalmente para compor a carreira transversal de Analista Técnico do Poder Executivo (ATE), voltada a áreas administrativas. A junção engloba profissões como administração, arquivologia, contabilidade, biblioteconomia e comunicação social.
Na prática, o objetivo é reduzir disparidades salariais e criar uma trilha uniforme para carreiras de suporte, argumenta o governo.
Confira a reorganização de carreiras:

