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Setor securitário reúne mais de 500 mil trabalhadores e ganha força na economia

Segmento movimenta seguros, previdência, resseguros, saúde e mercado de capitais, com participação estimada em 5,5% do PIB brasileiro

postado Paulo Melo

O setor securitário reúne mais de 500 mil trabalhadores no Brasil e ocupa uma posição estratégica na economia. A atividade vai muito além das seguradoras, abrange também corretoras, previdência aberta e fechada, resseguros, autogestões em saúde e empresas ligadas ao mercado de capitais. Segundo Isaú Joaquim Chacon, vice-presidente da CONTEC e presidente da Federação Nacional dos Securitários (Fenespic) , cerca de 250 mil profissionais trabalham em seguradoras e outros 150 mil atuam em corretoras. O restante está distribuído pelos demais segmentos que integram o sistema securitário.

A estimativa apresentada por Chacon aponta participação próxima de 5,5% no Produto Interno Bruto brasileiro. O peso da atividade também aparece nos indicadores oficiais, em 2025, enquanto o PIB nacional cresceu 2,3%, as atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados avançaram 2,9%, segundo o IBGE.

“Somos um segmento de grande sustentação do desenvolvimento industrial, comercial, empresarial e das famílias brasileiras”, afirmou Chacon.

Entre janeiro e novembro de 2025, o mercado supervisionado pela Superintendência de Seguros Privados movimentou R$ 376,17 bilhões. No mesmo período, o pagamento de indenizações, benefícios, resgates e sorteios chegou a R$ 243,01 bilhões. Os seguros de danos e de pessoas, sem considerar o VGBL, somaram R$ 202,28 bilhões, com crescimento de 7,28% em relação ao ano anterior.

A previdência complementar também concentra uma parcela expressiva dos recursos nacionais. As entidades fechadas encerraram 2025 com R$ 1,374 trilhão em ativos, valor equivalente a aproximadamente 11% do PIB. O montante cresceu em relação aos R$ 1,275 trilhão registrados em 2024. Chacon também destaca a presença crescente de grupos internacionais no Brasil. Empresas europeias, asiáticas e norte-americanas participam do mercado nacional e ampliam a capacidade de cobertura de grandes patrimônios, indústrias, plataformas e projetos de infraestrutura por meio das operações de resseguro.

“Essa troca de conhecimento e de valores financeiros é boa para o país, para o trabalhador brasileiro e para o desenvolvimento da indústria e do comércio”, concluiu.

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