Com a mensagem de que lugar de criança é na escola, o TRT-MG abriu, nesta segunda-feira (8/6), a Semana de Erradicação do Trabalho Infantil. A cerimônia de abertura foi realizada na Exposição Permanente Trabalho e Cidadania, no edifício-sede do Tribunal, na Avenida Getúlio Vargas, 225, em Belo Horizonte. A programação, organizada pelo Centro de Memória da Escola Judicial do TRT-MG e pela gestão regional do Programa Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil e Estímulo à Aprendizagem, sob coordenação da desembargadora Paula Oliveira Cantelli, contou com a participação de alunos e professores do 6º ano da Escola Estadual Amélia Josefina Keesen, localizada no bairro Nova Suíça, na capital mineira.
A cerimônia foi conduzida pelo presidente em exercício do TRT-MG, desembargador José Marlon de Freitas, que ressaltou a importância da mobilização de toda a sociedade para a proteção da infância e o enfrentamento de todas as formas de exploração do trabalho infantil. O evento contou ainda com a presença do gestor regional de 1ª instância do Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem, Jessé Cláudio Franco de Alencar.
12 de junho é data importante na proteção da infância
Além de marcar simbolicamente a abertura da Semana, o evento integra as ações alusivas ao Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho. A semana prossegue com atividades em que alunos de escolas públicas convidadas participam de dinâmicas em grupos que ajudam a refletir sobre a evolução do trabalho no Brasil e a reconhecer seus direitos. Também atuam como atores numa audiência simulada que aborda supostas situações de trabalho infantil.
Programação promove reflexão e aprendizagem
Ao longo da semana, o Centro de Memória do TRT-MG receberá estudantes de diversas escolas públicas de Belo Horizonte para visitas guiadas à Exposição Permanente Trabalho e Cidadania. A iniciativa apresenta aos jovens a história dos direitos trabalhistas e reforça a importância da educação como caminho para o desenvolvimento, destacando que, na infância, o lugar de crianças e adolescentes é na escola. Audiências simuladas também ajudam a compreender a dinâmica das audiências trabalhistas, assim como refletir sobre condutas que podem significar a violação de direitos.
Nesta segunda-feira a audiência simulada foi conduzida pelo diretor do Foro trabalhista de Belo Horizonte, juiz Cléber Lúcio de Almeida, que, ao mesmo tempo que explicava aos alunos como ocorre uma audiência trabalhista, também falou sobre direitos e deveres de trabalhadores e empregadores. “ Devemos ter essa preocupação: de sempre reforçar aos jovens de que lugar de criança é na escola! Pra que eles possam se preparar melhor para, na idade adequada, acessar com qualificação o mercado de trabalho”, afirmou. Ao final, alunos e professores que participaram da programação consideraram a experiência muito rica e educativa. Segundo a supervisora Sarah Paulina da Silveira, “as atividades provocaram reflexão e ajudaram as crianças a reconhecerem situações de violações de direitos”, afirmou.
Fonte: Justiça do Trabalho
Ascom – CONTEC
