A Comissão de Organização dos Empregados do Bradesco se reuniu, nesta terça-feira (23), com representantes do banco, para tratar de temas que impactam a remuneração, a jornada, a saúde suplementar e a assistência aos aposentados. O encontro contou com 58 dirigentes sindicais, entre presidentes de federações, sindicatos e representantes de entidades de todo o país. O presidente da CONTEC, Lourenço Prado, também participou da reunião.
Um dos primeiros pontos tratados foi a jornada dos bancários nos dias de jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Segundo Gladir Basso, coordenador-geral da COE Bradesco CONTEC, funcionários serão liberados antes das partidas, sem desconto das horas e sem necessidade de compensação da jornada.
“O banco não vai descontar as horas. Vai liberar o funcionário antes dos jogos, e não haverá compensação nem desconto”, afirmou.
A reunião, que também ainda com a participação do secretário do COE Bradesco, Breno Ferreira, tratou da remuneração variável, com destaque para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho do PRB Supera e a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho da Segunda Onda, Atacado e Welt. Na sequência, os dirigentes acompanharam a apresentação das mudanças relacionadas ao seguro saúde Bradesco e ao plano dental. Entre os avanços apresentados, está a possibilidade de inclusão do cônjuge no plano de saúde sem a exigência de comprovação de dependência no Imposto de Renda. Para Gladir, a mudança atende a uma cobrança antiga das entidades sindicais.
A inclusão, no entanto, terá cobrança de mensalidade. O valor dependerá das informações do cônjuge e poderá ser consultado em ferramenta disponibilizada pelo banco. A situação dos aposentados também esteve entre os pontos cobrados pela representação sindical. A COE Bradesco defende que o banco ofereça uma alternativa de plano de saúde aos aposentados, em formato viável e semelhante ao que existe para os funcionários da ativa. Segundo Gladir, a reivindicação já foi apresentada em outras ocasiões, mas o Bradesco mantém a posição de atender apenas empregados em atividade.
“A gente vem pedindo para os aposentados um plano de saúde possível, similar ao que tem para a ativa. Até agora, o Bradesco não atende essa reivindicação”, destacou
O coordenador também citou a possibilidade de o tema avançar para a mesa de negociação com a Fenaban. A avaliação é que bancos privados como Bradesco, Itaú, Santander e Safra precisam discutir alternativas para a criação de planos de saúde aos aposentados, com critérios definidos em negociação.
