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Novas regras para uso do Fundo Garantidor de Créditos pelos bancos reforçam segurança do sistema financeiro nacional

As novas exigências foram definidas após o escândalo do banco de Daniel Vorcaro. Quem tinha dinheiro no Master conseguiu receber o que estava investido até o limite de R$ 250 mil - o valor coberto pelo FGC.

postado Flávio Lacerda Alves

Começaram a valer nesta segunda-feira (1º) as novas regras para o uso do Fundo Garantidor de Créditos pelos bancos.

As novas exigências foram definidas após o escândalo do banco de Daniel Vorcaro. Quem tinha dinheiro no Master conseguiu receber o que estava investido até o limite de R$ 250 mil – o valor coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos.

A partir desta segunda-feira (1º), um indicador, o ativo de referência, vai medir a qualidade dos ativos de um banco. Se as aplicações e investimentos são sólidos, diversificados e transparentes. Na prática, quando o volume de recursos captados pelo banco com a garantia do FGC for maior do que esse novo indicador de segurança, o banco vai ter que aplicar parte do dinheiro em títulos públicos federais, considerados mais seguros. Os títulos públicos são papéis, ativos emitidos pelo Tesouro Nacional.

Esse aperto nas regras tem o objetivo de aumentar a segurança do sistema financeiro e impedir que bancos assumam riscos excessivos a partir da proteção do Fundo Garantidor de Créditos.

O Master era conhecido por atrair investidores com promessa de rendimentos muito acima da média do mercado, se baseando na garantia do FGC. Um modelo considerado agressivo, porque transferia riscos para o sistema financeiro, já que o FGC é mantido por contribuições de todas as instituições financeiras para ressarcir clientes em casos de quebra de um banco, por exemplo.

O Banco Central liquidou o Master em novembro de 2025. Segundo o BC, o banco de Daniel Vorcaro enfrentava uma profunda crise de liquidez – não tinha recursos suficientes para honrar compromissos, como o pagamento de clientes e investidores. No total, o FGC deve pagar mais de R$ 50 bilhões em garantias.

A Carla Beni, economista e professora da FGV, avaliou que as medidas reforçam a segurança do sistema financeiro:

“Como você vai criar um novo indicador, se esse indicador sinalizar mais risco, a instituição vai precisar fazer um aporte em operações mais seguras, que são as operações do Tesouro Nacional, são os títulos públicos. O sistema financeiro requer atualizações constantes e essas alterações agora do Fundo Garantidor de Crédito são muito importantes para que tenhamos mais transparência, principalmente com as instituições e inclusive com os clientes”.

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