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Governo propõe reajuste de 23%, e servidores do BC retiram indicativo de greve

postado Assessoria Igor

Pressionado pelos servidores do Banco Central, o governo federal aumentou para 23% a proposta de reajuste da categoria, dividido em duas parcelas nos anos de 2025 e 2026. A proposta anterior do governo Lula (PT) era de um reajuste de 13%.

O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, comandado pela ministra Esther Dweck, aceitou também a proposta de mudar o nome da categoria de analistas do BC para “auditor”, uma antiga reivindicação dos servidores para equiparar a nomenclatura a outras carreiras da elite do funcionalismo (como na Receita Federal).

Apreciada pela categoria em assembleia nesta quinta (22), a oferta foi valorizada pelos servidores, mas considerada insuficiente para colocar fim à mobilização, que se arrasta desde 2023.

Os funcionários do BC decidiram, por mais de 95% dos votos, que vão elaborar uma contraproposta a ser apresentada ao ministério da Gestão.

Em um gesto ao governo pelo que classificaram de “demonstração de respeito ao processo de negociação”, foi feita a retirada do indicativo de greve para os próximos dias 27 e 28. A operação-padrão dos servidores, contudo, continua.

“Houve progresso em relação ao que foi apresentado no começo do mês, dado que alguns pleitos da categoria foram contemplados. Entretanto, outros pontos muito caros à categoria não foram atendidos”, afirmou a presidente da ANBCB (Associação Nacional dos Analistas do Banco Central do Brasil), Natacha Roch

Antes da deliberação feita em assembleia, o presidente do Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do BC), Fabio Faiad, disse à Folha considerar uma grande conquista a mudança de nome para auditor, que dá mais autoestima aos servidores, que hoje são chamados de analistas. “Vamos continuar negociando”, disse.

A reivindicação oficial dos servidores é por reajuste de 36% e uma reestruturação da carreira. A falta de acordo na semana passada levou a uma paralisação de 48 horas, desde a última terça-feira (20), para pressionar o governo por uma proposta melhor na mesa de negociação para o BC.

A categoria vinha criticando a ministra Dweck por estar sendo excessivamente dura com os servidores do BC nas negociações após quatro anos sem receber reajuste. Em 2023, os servidores foram beneficiados com o reajuste de 9% concedido de forma linear a todos os servidores do Executivo Federal.

A expectativa no governo é que o acordo será fechado e que a ministra cedeu e fez uma grande proposta diante da realidade de restrição fiscal.

No curto prazo, havia uma preocupação de que uma piora nas negociações afetasse a imagem do Brasil justamente na reunião em meio à primeira reunião ministerial do G20, que acontece no Rio de Janeiro. O Brasil está como presidente do grupo das 20 maiores economias do mundo.

A proposta do governo também atende pontos que não tratam de questões salariais, que são chamados de “pauta não-pecuniária”. Entre eles, garantir um ganho maior para os servidores que ficam em sobreaviso durante a madrugada para atender, por exemplo, o funcionamento do Pix e das reservas internacionais.

Fonte: Folha de S. Paulo

www.contec.org.br

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