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Pauta de reinvindicações dos bancários do sul é unificada e será levada ao Encontro Nacional no próximo dia 10 de maio

postado Assessoria Renata
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Nesta quarta-feira (27/4), o Encontro dos Dirigentes Sindicais Bancários dos Estados do Sul finalizou com a conclusão de uma pauta unificada de reivindicações confeccionada a partir da contribuição das bases do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

“Esperamos debater os anseios dos bancários do Sul, assim como de outras regiões do Brasil, para consolidar todas as propostas em uma única pauta, que será elaborada no próximo dia 10 de maio durante o Encontro Nacional de Dirigentes Bancários”, explicou o presidente da CONTEC, Lourenço Prado, que participou abrindo os trabalhos do dia.

A abertura das atividades também contou com a participação dos presidentes das federações do Paraná, Gladir Basso; de Santa Catarina, Armando Machado; além dos representantes da Delegacia da CONTEC no RS, Régis Tatsch Kilian e Pedro Justino Incert.

Em seguida, foi apresentada a palestra “Sindicatos e Reformas Trabalhistas: O Caso Brasileiro e Espanhol”, ministrada pelo doutor e professor da Universidade Federal do Paraná, Sandro Lunard. Durante a apresentação, o mestre reforçou a importância histórica dos movimentos sindicais e das negociações entre os trabalhadores e os patrões; tratou das negociações coletivas; e expôs pontos da reforma trabalhista de 2017.

“As relações de trabalho, principalmente, os acordos individuais entre os trabalhadores e os patrões prejudicou os interesses coletivos de muitas categorias” alertou o professor Sandro Lunard, sobre o déficit democrático da reforma trabalhista, que dificulta as relações entre trabalhadores, empregadores e sindicatos.

Lunard traçou um paralelo entre as mudanças feitas na legislação trabalhista do Brasil e da Espanha. Segundo ele, a reforma espanhola foi aprovada em fevereiro de 2022, com apenas um voto a mais pela implementação. “As mudanças trouxeram avanços importantes nas relações de trabalho e direitos, principalmente, na criação de empregos. No caso da reforma trabalhista brasileira, a gente precisa rever o que foi feito porque muita coisa prejudicou o trabalhador”, afirmou ao dizer que a comparação com a situação da Espanha é necessária. “Precisamos analisar pontos positivos e negativos para que possamos lutar para a reformulação”, disse.

A assessora da presidência da CONTEC e especialista em Gestão de Pessoas, Ana Paula Guedes, encerrou o evento reforçando a necessidade de implementar as ideias. “A CONTEC está trabalhando para que todos nós juntos coloquemos em prática um plano de ação de mudanças para atuar em prol dos trabalhadores”.

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