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Regulador global pede controle mais rigoroso sobre IA no setor financeiro

FSB incentiva “fortemente” os conselhos de administração de instituições a considerar a implementação de salvaguardas para mitigar os riscos da inteligência artificial, incluindo os decorrentes da IA agêntica

postado CONTEC

Reguladores globais afirmaram que formas cada vez mais autônomas de inteligência artificial poderiam ampliar os riscos para o sistema financeiro e pediram novos controles à medida que sua adoção se acelera.

O Conselho de Estabilidade Financeira (FSB, na sigla em inglês), em um relatório divulgado nesta quarta-feira (10), incentivou “fortemente” os conselhos de administração de instituições a considerar a implementação de salvaguardas para mitigar os riscos da inteligência artificial, incluindo os decorrentes da IA agêntica – ou seja, sistemas capazes de planejar, raciocinar e executar tarefas com supervisão humana limitada.

A IA agêntica já está sendo utilizada por instituições financeiras para detecção de fraudes, atendimento ao cliente e funções de “back-office” (sem contato com o cliente).

Em uma pesquisa do Cambridge Centre for Alternative Finance, 52% dos entrevistados do setor financeiro relataram adoção ativa da IA agêntica, com 23% deles ampliando uso ou transformando processos, enquanto 29% estavam testando funções agênticas em projetos-pilotos.

Órgãos reguladores e organismos globais de definição de padrões têm intensificado os alertas sobre os riscos representados pela implantação da IA em todo o setor financeiro, desde que a Anthropic lançou o Mythos, considerado por especialistas como um desafio significativo à segurança cibernética do setor bancário.

O FSB, um órgão global de definição de padrões, afirmou que a IA autônoma introduz riscos que podem “se materializar em grande velocidade”, incluindo a possibilidade de ações não autorizadas ou ilegais, violações de dados e interrupção de sistemas conectados.

“Os agentes de IA representam um desafio distinto para a supervisão humana”, afirmou o relatório, alertando que eles poderiam realizar ações que se desviam das intenções das empresas sem que a equipe perceba ou seja capaz de intervir rapidamente.

Para lidar com esses riscos, o órgão de padronização delineou uma série de “práticas recomendadas”, instando as instituições financeiras a definirem limites claros para o uso da IA e a incorporarem salvaguardas. As diretrizes não vinculativas estão abertas para comentários até 22 de julho.

As práticas incluem limites sobre o que os agentes de IA podem fazer e exigem aprovação humana para ações de alto risco, como transações financeiras acima de determinados limites.

As empresas também podem considerar a adaptação de controles e processos de recursos humanos aos agentes de IA de forma a tratá-los como “funcionários sintéticos”, afirmou o FSB.

Fonte: Valor Econômico
Ascom – CONTEC

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