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Setores da transição verde podem girar R$ 293 bi em 2030, estima Santander

postado Assessoria Igor

Setores como agricultura de baixo carbono, biometano, captura de carbono por florestas e também eletromobilidade podem movimentar R$ 293 bilhões no Brasil em 2030, contra os R$ 25 bilhões observados há dois anos. A estimativa é do Santander Brasil, que criou uma área para identificar oportunidades de financiamento em formatos inovadores para essas atividades.

O executivo à frente da unidade, Leonardo Fleck, afirma que esse crescimento precisa ser financiado pelos bancos. Um dos formatos que o Santander tem testado é o de financiamento misto, ou “blended finance”, em que parte dos recursos é de investimento, e outra parte não é reembolsável, ou seja, vem de filantropia.

Em setembro, o banco participou de uma emissão de certificados de recebíveis verdes (CRAs) avaliada em R$ 232,2 milhões, em que aportou o equivalente a R$ 62 milhões, e o Rabobank europeu, outros R$ 62 milhões. O restante veio de um fundo financiado pelas varejistas britânicas Tesco, Sainbury’s e Waitrose, justamente no formato híbrido. O CRA vai financiar a produção de soja no Cerrado, através de 122 propriedades rurais, com juros abaixo do mercado e o compromisso de desmatamento e conversão zero da mata nativa, inclusive da chamada reserva legal.

Foco este ano foi na produção de alimentos

Neste ano, o foco do banco foi em iniciativas ligadas à produção de alimentos, segmento que responde por um terço das emissões de gases causadores da mudança climática em todo o mundo, mas que recebe apenas 4% do financiamento voltado à transição, de acordo com Fleck. A expectativa é que essa fatia aumente após vários países, o Brasil entre eles, assinarem um acordo voltado à descarbonização dessa cadeia na COP-28. O executivo levou as iniciativas do Santander ao evento.

Em 2024, o Santander quer explorar possibilidades de financiamento em segmentos como eletromobilidade e biometano, seja na produção ou no uso do insumo. Outro alvo será o mercado de créditos de carbono.

Fonte: Estadão

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