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Contra etarismo no trabalho, idoso precisa de mente aberta e políticas públicas, diz especialista

postado Assessoria Igor

“Quando você compra alguma coisa, você não compra com dinheiro, você compra com tempo de vida. Então como você está usando a sua vida?”

O questionamento vem de Edson Moraes, consultor de estratégias. Ele conversou com a repórter especial da Folha Teté Ribeiro para o segundo vídeo da série Como Ter Independência Financeira, que é publicado no YouTube neste domingo (25).

“Passar pela vida e não usufruir de algumas coisas só porque você está guardando muito dinheiro —e tem gente que tem essa característica— é tão cruel quanto você não guardar dinheiro ao longo da vida e chegar à velhice, olhar e falar: ‘Puxa, agora a coisa se complicou’”, diz Moraes.

Segundo ele, o brasileiro, culturalmente, pouco pensa em planejamento financeiro, que é visto “até com preconceito”.

Isso se torna ainda mais complexo tendo em vista o momento pelo qual a pirâmide etária brasileira passa.

A população está envelhecendo enquanto as taxas de natalidade diminuem cada vez mais. Isso cria novas demandas tanto para a Previdência Social quanto para o mercado de trabalho, que precisa passar a acolher mais idosos.

Para Moraes, a pessoa com mais de 60 anos precisa estar disposta a estar continuamente aprendendo, “continuamente prestando atenção para onde o mundo vai”.

Já o empresariado precisa olhar a pessoa mais velha como elemento importante para a diversidade etária da empresa. Por fim, tudo isso deve ser amarrado por políticas públicas, completa o especialista.

Além de vídeos, a série traz reportagens em texto, que são publicadas na edição impressa na última segunda-feira de janeiro, fevereiro, março e abril. A publicação online é no domingo anterior.

Fonte: Folha de S. Paulo

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