Ainda era madrugada quando os primeiros ônibus começaram a chegar em frente ao Teatro Nacional, em Brasília, marcando o início da mobilização para a Marcha da Classe Trabalhadora, realizada nesta quarta-feira, 15 de abril. A primeira caravana a desembarcar foi a da UGT, vinda de São Paulo, simbolizando a força e a organização do movimento sindical.
Com os primeiros raios de sol iluminando a Esplanada dos Ministérios, o cenário já evidenciava um dia histórico de manifestação. Trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias e regiões do país se concentravam para reforçar a luta por direitos, justiça social e valorização do trabalho.
Durante a mobilização, será entregue aos Três Poderes da República a Pauta da Classe Trabalhadora, construída pelas centrais sindicais e composta por mais de 60 reivindicações. O documento apresenta propostas estruturantes voltadas à melhoria das condições de vida e trabalho da população.
Entre os principais pontos estão a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, o fim da escala 6×1, a regulamentação do trabalho por aplicativos, o fortalecimento das negociações coletivas e a garantia do direito de negociação para os servidores públicos. Também ganham destaque medidas de enfrentamento à pejotização e políticas públicas voltadas ao combate à violência contra as mulheres, incluindo ações efetivas para o enfrentamento do feminicídio.
Militantes da UGT de diversas regiões do país seguem mobilizados e a caminho da capital federal, reforçando a dimensão nacional do ato. A Marcha da Classe Trabalhadora se consolida, assim, como um importante instrumento de pressão e diálogo institucional, reafirmando o protagonismo do movimento sindical na defesa dos direitos e na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Fonte: UGT
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